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Tucanos, maritacas e outros pássaros dão um alento à quarentena de Niterói

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A pandemia da Covid-19 e o isolamento social, acabaram deixando a natureza se mostrar com toda a sua beleza em Niterói. A água translúcida das praias põem a mostra passeio de cardumes de peixes e até tartarugas. Das matas que cercam os bairros da cidade pássaros de todas as cores e espécies sobrevoam os prédios. Sanhaços, maritacas, caga-sebos, bem-te-vis, gaviões e até tucanos dão o ar da graça com seus cantos e gritarias. (Veja o vídeo)

No Ingá, do pouco que restou da mata do Morro do Palácio, atrás do Palácio Nilo Peçanha, um bando de maritacas voa emitindo um  característico grito estridente. Todas as manhãs sobrevoam a área em volta, como a saudar o nascer de um novo dia. Um gavião solitário pousa numa antena e solta um agudo “pinhé”! E um caga-sebo, indiferente à fama do pássaro carnívoro, dá-lhe bicadas e se põem a persegui-lo num voo breve.

A novidade neste outono, porém, está por conta de uma ave exótica. Os tucanos, naturais da Mata Atlântica, agora durante o isolamento social se aventuram distante de seu habitat na copa das árvores e frequentam residências.

Em São Francisco, tucanos-de-bico-preto buscam alimento na varanda do apartamento de uma senhora vizinha da mata do Morro da Viração. Ela conversa com o bicudo e até sugere que leve um pouco da fruta que degusta ali para outro tucano(a) que emite um pio estridente do alto de uma árvore.  Finalmente, o que pegava frutas no apartamento leva um pouco para o companheiro(a).

No condomínio Vale de Itaipu, como a coluna já mostrou, tucanos também colorem o dia-a-dia dos moradores, encantados com a ave exótica. Os bico-preto costumam aparecer em copas de árvores nas bordas da Mata Atlântica. Seus hábitos alimentares são variados. Alguns ousam pousar perto das casas e apartamentos para receber frutas. Mas também se alimentam de ovos de aves, pequenos insetos, sementes e até filhotes de ratos. Contribuem para o ecossistema espalhando sementes de frutos longe da árvore mãe.

Os pássaros deixam no ar a sensação de esperança para aqueles que cumprem resignadamente o confinamento. Acreditamos que tudo vai passar. Ate lá, damos asas à imaginação para tornar esses dias menos difíceis.

Gilberto Fontes

Repórter do cotidiano iniciou na Tribuna da Imprensa, depois atuou nos jornais O Dia, O Fluminense (onde foi chefe de reportagem e editor), Jornal do Brasil e O Globo (como editor da Rio e dos Jornais de Bairro). É autor do livro “50 anos de vida – Uma história de amor” (sobre a Pestalozzi), além de editar livros de outros autores da cidade.

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