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Trânsito na contramão em São Francisco

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Se nem os nomes das ruas a prefeitura de Niterói consegue escrever direito, imagina domingo (27/11), quando ela vai alterar todo o trânsito do bairro de São Francisco, na Zona Sul da cidade. Nas placas recém-instaladas a Rua Tupiniquins virou “Tupininquins”; e Goitacazes, nome da tribo de índios que habitou a costa fluminense foi grafado com “S”.

Moradores de São Francisco protestam contra a modificação no trânsito das ruas internas do bairro dizendo que, agora, a prefeitura quer impor um esquema que contraria tudo o que havia combinado com eles,, antes das eleições, durante reuniões com a Administração Regional do bairro. Na página do Movimento S.O.S São Francisco, no Facebook, reclamam que não foram ouvidos pela prefeitura sobre as alterações. Pelo menos 20 ruas terão mão única e o estacionamento será permitido apenas de um dos lados da via. Hoje, agentes da NitTrans já estão lá metendo a caneta nos moradores.

Comerciantes da orla de São Francisco também estão preocupados. Segundo eles, a prefeitura vai acabar com o estacionamento rotativo na Avenida Quintino Bocaiuva. Os frequentadores dos bares da orla vão ter que estacionar nas ruas internas do bairro, onde moradores já reclamam que o movimento vai lhes tirar o sossego, além deles também terem que pagar para parar seus carros na porta de casa.

Na próxima quinta-feira (01/12), às 19h30m, na igreja de São Francisco, o Centro Comunitário do bairro voltará a reunir os moradores com representantes da Administração Regional da prefeitura, esperando contar com a presença do engenheiro de trânsito responsável pelo projeto que, segundo os moradores, está sendo implantado contrariando o estudo debatido com eles. O projeto começou a ser elaborado em dezembro de 2015, mas agora foi “arbitrariamente modificado”, segundo um dos posts.

No Facebook, moradores apontam erros e cobram soluções para o ordenamento do trânsito em São Francisco, que será fortemente afetado e perderá de vez o seu bucolismo com a entrada em operação do Túnel Charitas-Cafubá, que vai despejar ali todo o trânsito da Região Oceânica em direção ao Centro. Eles aceitam alterações no trânsito local, mas desde que sejam debatidas com eles e não impostas pela prefeitura a qualquer preço.

 

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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