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Soro fisiológico e kits para exames faltam na rede municipal de saúde de Niterói

Escrito por Gilson Monteiro às 15:46 do dia 16 de outubro de 2020
Sobre: Sem remédio
16out

Almoxarifado Central com as prateleiras vazias, uma imagem que se repete há quatro anos / Divulgação

Os três almoxarifados da Secretaria de Saúde de Niterói – o de Medicamentos, o de Material Médico Cirúrgico e o do Laboratório – estão há muito tempo com suas prateleiras vazias, a ponto de faltar agora até soro fisiológico e kits para exames.

Para se ter uma ideia do descaso com a saúde municipal, o pregão de medicamentos 52/19, realizado em dezembro de 2019, até hoje não se concretizou com a entrega dos produtos pela empresa vencedora.

Com uma dívida grande com os fornecedores, as empresas se negam a entregar seus produtos à Prefeitura de Niterói.

Sem crédito na praça, a solução encontrada foi liberar como a lei permite R$17,6 mil por mês, em dinheiro, para cada um dos três almoxarifados da Saúde municipal ir comprando à vista o produto ou medicamento mais indispensável.

Em tempos de pandemia de Covid-19 é inadmissível tamanha incompetência do poder público com a Saúde de Niterói. O município arrecada um dos IPTUs mais caros do país, sem contar que este ano está recebendo R$ 1,19 bilhão em royalties e participações especiais pela produção de petróleo.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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