Com um acervo de 600 mil publicações – número que supera os 516 mil habitantes de Niterói –, a livraria‑sebo Romanceiro vende para todo o Brasil e diversos países. Na entrada do espaço, localizado no Centro da cidade, um cartaz resume a filosofia de seu fundador, Adroaldo Peixoto: “Se você gosta de ler e não pode comprar, entre e receba um livro de cortesia.”
A relação de Adroaldo com os livros começou aos 7 anos, quando passou a acompanhar as notícias de O Jornal e do Jornal do Commercio, que o pai assinava enquanto a família vivia em Pádua (RJ). Aos 9, mergulhou na obra de Monteiro Lobato e, mais tarde, tornou‑se estudioso da Filosofia Estoica, especialmente os textos de Marco Aurélio e Sêneca.
A trajetória como livreiro teve início em 1970, quando instalou uma banca com publicações acadêmicas no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF/UFF). A iniciativa, autorizada pela então vice‑reitora Aidyl de Carvalho, buscava facilitar o acesso de alunos e professores ao material acadêmico enquanto o próprio Adroaldo cursava Direito e depois Letras na instituição.
Em 1980, ele inaugurou a livraria‑sebo Romanceiro, considerada a maior do Estado do Rio e a segunda maior do país. O estabelecimento ocupa um prédio de quatro andares e mais de 600 metros quadrados na Rua José Clemente 68. Dentre o acervo estão livros raros, muitos deles com pouquíssimos exemplares ainda em circulação.
Apesar de a livraria ter toda uma estrutura física, 90% das vendas são feitas pela internet, sendo a grande maioria de livros usados. Segundo Adroaldo, a crise econômica ampliou a procura por obras de segunda mão, sobretudo entre universitários. Títulos técnicos, biografias, romances e best‑sellers também estão entre os mais demandados.
Mesmo durante sua atuação na vida pública — quando foi superintendente da CERJ, presidente da Imprensa Oficial, secretário de Transportes do Estado e deputado estadual —, o livreiro nunca se afastou dos alfarrábios. Nas viagens de barca rumo à Assembleia Legislativa, era frequentemente abordado por leitores interessados em cultura, que lhe encomendavam edições especiais.
Hoje, continua em plena atividade, dedicado à busca de acervos excepcionais. Recentemente, adquiriu 18 mil livros de um professor da PUC que só aceitava vender a coleção completa.
Com forte compromisso social, Adroaldo separou 70 mil livros para doação a bibliotecas comunitárias — já que, segundo ele, bibliotecas públicas alegam não ter espaço ou profissionais para recebê‑los. Em uma única ação, destinou 7 mil volumes ao sistema prisional.
Casado há 39 anos com a professora Maria do Carmo, Adroaldo Peixoto segue entre as prateleiras da Romanceiro, respirando cultura e ajudando a construir a identidade literária da terra de Arariboia.
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