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Rodrigo ainda escolhe quem vai para a Saúde, com mais de R$ 1 bi para gastar

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Dos R$ 6 bilhões do orçamento de Niterói, a Saúde ficará com R$ 1,06 bi em 2025

O prefeito eleito de Niterói, Rodrigo Neves, não anunciou até agora quem vai ser secretário de Saúde. Ainda escolhe quem vai dirigir a pasta que contará com a dotação de mais de um bilhão de reais (R$ 1.060.187.542,77), a maior de todo o orçamento de 2025 (a Educação é a segunda, com R$ 894 milhões).

Também ainda não se sabe com quem ficará a presidência da Emusa, que terá para gastar quase meio bilhão de reais (R$ 499.940.200,89). Ao todo, o orçamento de Niterói para 2025 soma R$ 6,01 bilhões.

Leia também: Convidada para a saúde pede um tempo a Rodrigo para aceitar o cargo

Com tanta grana na mesa, deve ser por isso que a disputa está sendo muito grande para ocupar a Saúde. O ex-deputado Chico D’Ângelo não estaria conseguindo manter no cargo a mulher, Anamaria Schneider. Assim, vem tentando emplacar a sobrinha Juliana Carneiro, no lugar da esposa. Esta já foi secretária executiva na Prefeitura de Niterói e trabalhou no Ministério da Saúde, em Brasília.

Desde que Rodrigo Neves anunciou mudanças no comando da Saúde, Maria Célia Vasconcelos, que há muito tempo atua nessa área, aproveitou o impasse para indicar o nome de Bira Ramos, diretor do hospital Carlos Tortelly e segundo suplente do MDB na Câmara de Vereadores. Correndo por fora, e com o apoio da classe médica, está o jovem Marcos Trindade, que dirige o Mário Monteiro. Não se surpreendam se surgirem outros nomes de última hora.

A Secretaria de Saúde gasta mal uma fortuna com organizações sociais. Neste ano que se finda, o município gastou R$ 385,8 milhões do Fundo Municipal de Saúde com o pagamento das OSS que contratou para a gestão dos hospitais municipais Carlos Tortelly, Getulinho e Oceânico e da UPA Mário Monteiro. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Saúde de Niterói sobrecarrega dois hospitais estaduais – o Azevedo Lima, no Fonseca; e o Alberto Torres, em São Gonçalo – com os pacientes que deixa de atender.

Para a Emusa, envolvida recentemente em vários escândalos – tendo o Ministério Publico afastado 1.200 funcionários fantasmas –, o deputado Vitor Júnior quer indicar o presidente dessa empresa responsável pela execução das obras da cidade, mas o prefeito Rodrigo Neves ainda não aprovou um nome de consenso.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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