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Restaurantes podem abrir, mas clientes são proibidos de chegar a eles, em Niterói

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Restaurantes autorizados a funcionar, fregueses proibidos de frequentar aqueles que ficam no caminho das praias de Niterói. Um dilema que o niteroiense é obrigado a enfrentar com a aplicação, pela prefeitura, de medidas contraditórias.

Se as barreiras sanitárias têm o poder de deter a pandemia do coronavirus, por outro lado prejudicam atividades econômicas e transtornam o trânsito, como acontece desde cedo nas vias principais da Região Oceânica, nesta sexta-feira ensolarada (04/09).

Na Estrada Francisco da Cruz Nunes, guardas municipais faziam uma demorada triagem dos veículos que poderiam prosseguir para as praias oceânicas. Somente moradores que comprovassem residência podiam passar. O trânsito parou até a descida da Serrinha, na altura das concessionárias de automóveis. O nó era grande nos cruzamentos, onde nenhum guarda orientava o trânsito.

Os restaurantes estabelecidos depois das barreiras ficaram praticamente às moscas. O estágio Amarelo 2, de isolamento social decretado pela prefeitura, permite o funcionamento das casas de pasto, mas as instaladas no caminho ou nas praias de Piratininga, Itacoatiara e Itaipu só podem receber moradores vizinhos, autorizados a passar pelas barreiras.

Outra contradição do dito gabinete de crise do prefeito Rodrigo Neves, que diz estar amparado por pareceres técnico-científicos: pisar na areia está proibido das 13h às 16h. Bem quando restaurantes da praia de Itaipu deveriam servir o almoço.

Barreiras permanecem

As barreiras sanitárias vão continuar até 30 de setembro nas entradas de Niterói e no acesso às praias oceânicas, segundo determinou o prefeito.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública já multou mais de mil estabelecimentos por não cumprirem os protocolos sanitários estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde. E cerca de mil pessoas foram multadas por não usarem máscaras nos últimos quatro meses.

Ao mesmo tempo em que decreta proibições em nome da ciência, endinheirada pelos royalties do petróleo a administração municipal distribui auxílios a trabalhadores e pequenos empresários. Tolerados pela legislação diante do apelo emergencial criado pela pandemia, em um ano eleitoral esses óbolos estariam proibidos, pois poderiam se confundir com a compra de votos.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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