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Restaurantes de pratos vazios aguardam normas seguras para reabrir em Niterói

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Com as portas arriadas há mais de três meses, amargando prejuízo, os donos de restaurantes (muitos deles sem delivery ou drive thru) se queixam da falta de atenção do poder público municipal ao setor gastronômico de Niterói. Lembram que a atividade tem forte presença na economia da cidade, pois gera renda, empregos diretos e indiretos e contribui para a arrecadação de impostos, além de fomentar o turismo.

Esse distanciamento e indefinição da prefeitura de Niterói têm gerado insegurança e intranquilidade. Os empresários não sabem qual ser o futuro de sua atividade nem de que maneira vão poder funcionar diante da ameaça do Covid-19. Dizem que precisam se preparar com antecedência para se adequar às novas regras de prevenção e de vigilância sanitária, mas sem gastar muito, porque ficaram totalmente sem caixa.

Já era para ter sido criado um grupo de trabalho formado por autoridades do município, principalmente da saúde, da vigilância sanitária e de desenvolvimento econômico, com os mais experientes empresários da área de gastronomia. Eles conhecem do assunto e apoiados pelo poder público poderiam encontrar um novo caminho para esse importante polo da economia niteroiense.

Hoje, existem três tipos de restaurantes na cidade. O mais numeroso é o de comida a peso, outro que serve à la carte e as churrascarias.

Muitas informações truncadas e ideias circulam pela internet, como a da instalação de vidro ou acrílico no bufê da comida a quilo para criar um distanciamento entre o cliente e os alimentos. Os clientes seriam servidos por um atendente do outro lado. A também a proposta de o cliente se servir usando luva descartável, para não contaminar os talheres do bufê e pagar a conta na mesa.

Outro seguimento da área de alimentação que também precisa ser cuidado com atenção, são os bares, lanchonetes, fast foods, casas de doces e salgados, de sucos, quiosques, carros que vendem quentinhas e cachorro quente, ambulantes de doces e salgados, vendedores de sanduíches nas praias. Todos estão parados e sem renda, e por isso deveriam merecer uma atenção maior das autoridades, além da pouco eficiente distribuição de auxílios emergenciais. Deveria haver planejamento para orientar esse comércio a voltar às suas atividades com bastante higiene e segurança alimentar.

Que tudo se resolva, a contento, porque embora haja a preocupação louvável de salvar vidas, o comércio está indo pro brejo.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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