Além de a praça estar suja, com iluminação precária e já ter perdido o gradil que protegia as crianças frequentadoras, o espaço ocupado pela empreiteira está com água empoçada servindo de criadouro de mosquitos aedes aegypti e também de abrigo a moradores de rua.
Prejudicada pela situação, a vizinhança reclama pela volta de sua área de lazer, onde as crianças do bairro possam voltar a brincar, correr, andar de bicicleta e passear com seus familiares em segurança.
Mesmo paralisada, a reurbanização da Moreira César, que tanta dor de cabeça já deu a moradores e comerciantes dessa movimentada rua de Icaraí, continuou trazendo dinheiro para os cofres da Prefeitura de Niterói até setembro do ano passado, quando a Caixa Econômica repassou para o município R$ 487.512,50, depois que seus fiscais fizeram uma medição em 19/07 e consideraram o serviço “atrasado”.
Em dia 24 de junho de 2016 a prefeitura já havia recebido também um repasse de R$ 376 mil do Ministério das Cidades. O projeto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que aprovou a transferência de recursos federais no total de R$ 8,595 milhões a Niterói, mas o prefeito Rodrigo Neves só fez, até hoje, a instalação de piso de granito no passeio dos dois lados do primeiro trecho da rua, entre Miguel de Frias e Alvarez de Azevedo, onde há várias peças quebradas e mal colocadas. A instalação subterrânea da rede aérea de energia elétrica também foi deixada de lado, apesar de o serviço constar nos projetos aprovados pelo Ministério das Cidades.
Para remodelar a Moreira César, a prefeitura de Niterói conseguiu aprovar dois projetos no Ministério das Cidades. O primeiro financiamento foi assinado com a Caixa Econômica Federal em 31/12/2013, garantindo repasses ao município no valor de R$ 3,220 milhões. O segundo empréstimo foi contratado em 17/07/2014, no total de R$ 5,375 milhões.
Entre as esquinas das Alamedas Santa Carolina e São João Batista, a empreiteira RC Vieira largou a calçada esburacada, com montes de terra atrapalhando a passagem de pedestres. Moradores do prédio 433 da Moreira César já acionaram a prefeitura de Niterói na Justiça, cobrando a liberação da calçada do edifício.
No fim, nada aconteceu como o prometido. O primeiro e único trecho dado como pronto não se beneficiou de quase nada do que fora projetado. Não foi instalada nenhuma fiação subterrânea, nem bicicletários, nem lixeiras; e o piso de granito, assim como o piso tátil, logo apresentaram defeitos.
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