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Niterói tem que reverenciar Boechat

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Pelo tanto que Ricardo Boechat, argentino de nascimento por puro acaso do destino, mas niteroiense em tempo integral, a cidade que tanto amou tem o dever de reverenciar o jornalista condignamente. Instalar uma estátua dele no bairro de São Francisco será o mínimo que o município pode fazer.

Boechat amava tanto Niterói, que divulgava a cidade por todos os cantos onde passava. Em seu programa matinal na Band, todos os dias mandava um abraço para os amigos niteroienses desde aqueles do tempo do Centro Educacional até os muitos que fez pelas ruas, na praia e nas peladas.

Vim no avião de volta do comovente velório do amigo em São Paulo pensando na alegria dele de viver em Niterói e morar em São Francisco, praia onde costumava dar seus mergulhos, jogar bola na areia ou andar de skate pelas ruas do bairro.

Outros colunistas famosos, como Zózimo Barroso do Amaral e Ibrahim Sued, foram homenageados pelos cariocas. O primeiro tem sua estátua no Alto Leblon e o segundo em frente ao Copacabana Palace.

A de Boechat poderia ser ainda mais descontraída do que a de Zózimo, que está eternizado segurando o paletó pendurado no ombro. A de Ricardo deve ser esculpida mostrando sua faceta alegre, de amigo de todas as horas, com um detalhe: o jornalista que tanto trabalhou, agora seria reverenciado em um momento de lazer, vestindo o calção das peladas de areia que gostava tanto.

Peladeiro convicto, Boechat deixou para trás dois dias de folga com tudo pago em Paris, após uma reportagem que foi fazer na França, para não faltar ao jogo de bola com amigos no Rio de Janeiro. “Fiz um salseiro danado no aeroporto, mas consegui antecipar a passagem de avião”, contava o jornalista.

A escultura poderia ser doada por algum artista, ou seu custo coberto por uma vaquinha feita entre amigos. Não haveria gasto de dinheiro público. A prefeitura teria apenas que autorizar a colocação da estátua em um local público.

Boechat descansaria em paz na sua praia de São Francisco, contemplando a enseada mais bela de Niterói.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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