São notórios os pontos de congestionamento em Niterói. A Avenida Amaral Peixoto, no Centro, a poucos passos da sede da prefeitura, fica bloqueada pelos carros que cruzam a via pela Rua Visconde de Sepetiba. O mesmo acontece com o acesso à Praça do Rink ou à Rua da Conceição, feito pela estreita Rua Visconde do Uruguai, onde os veículos também têm o espaço reduzido pelo estacionamento privilegiado para carros da Fundação Municipal de Saúde.
Em Icaraí, a Rua Alvares de Azevedo é hours concours. De manhã à noite é preciso muita paciência para cruzá-la da praia até a Gavião Peixoto. Na Zona Norte, a Alameda São Boaventura enfrenta trânsito pesado, onde quase não se veem agentes da NitTrans, mas os ‘pardais eletrônicos’ multam diligentemente motoristas que invadem a faixa exclusiva de ônibus.
Com mais de 264 mil veículos emplacados em Niterói, a cidade da Região Metropolitana com alto índice de qualidade de vida se ressente há tempos de mobilidade urbana, fluente apenas no discurso do prefeito e na justificativa para a construção milionária da Transoceânica, uma obra de mais de R$ 420 milhões que se arrasta tropeçando em erros desde 2013, afetando o comércio e os moradores da Região Oceânica.
A NitTrans teoricamente deveria cuidar da engenharia do trânsito de Niterói. No entanto, o que promove com muito afinco é o reboque de veículos estacionados até mesmo em ruas ermas, de pouquíssimo trânsito. A mesma eficiência da punição a motoristas não encontra contrapartida em soluções para fazer o trânsito andar ou para os carros pararem. A cidade tem grande déficit de áreas de estacionamento e não conta com transporte público suficiente para atender a demanda.
Na 1ª Vara Cível de Niterói corre uma ação que já anulou 649 multas de trânsito aplicadas por operadores terceirizados, contrariando o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Agora, o juízo cobra explicações da NitTrans pela contratação de uma empresa, a Ecomix, que emprega 32 policiais militares inativos aplicando multas de trânsito.
Ao todo, a NitTrans conta com 180 operadores de tráfego efetivos e terceirizados e 26 agentes da Coordenadoria de Trânsito da Guarda Municipal, que atuam na fiscalização. Quando postados embaixo de alguns semáforos em esquinas de trânsito volumoso, pouco fazem além de um apitaço. Sinal abriu, o guarda apita e balança a mão; sinal fechou, idem. E Niterói fica imóvel com seu trânsito desregulado.
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