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Niterói diz “não” à Guarda armada

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Enquanto uma longa fila de idosos espera a vez de votar, a mesária confere os dados do eleitor por um aplicativo de celular, o que nem sempre dava certo

Setenta por cento dos votantes deram um “não” ao armamento da Guarda Municipal de Niterói no plebiscito mal organizado realizado domingo (29/10). Apenas 5.480 (28,9%) votaram “sim”, contra 13.478 votos “não” e 32 anularam o voto. O comparecimento às urnas não era obrigatório e, assim, dos 371.736 eleitores do município, somente votaram 18.990 numa eleição em nada parecida com as organizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cheia de falhas que causaram grandes filas e atrasos nos locais de votação.

O retumbante “não” ao armamento da Guarda Municipal de Niterói dado pelos eleitores do município ao projeto do prefeito Rodrigo Neves mostrou que os niteroienses, apesar de acossados pela onda de violência, não caíram na histeria do medo nem na proposta simplista de que botando um revólver na mão dos guardas a segurança da cidade estaria resolvida.

Até o início dos anos 80, a Guarda Municipal de Niterói já foi armada. Sem uma corregedoria nem um rígido regulamento disciplinar, alguns guardas eram acusados de achacar vendedores ambulantes, furtar peças de cemitérios e até de praticar crimes de mando.

Heitor de Souza, que participou de uma comissão da Prefeitura de Niterói que acabou concluindo, a cerca de 40 anos atrás, pelo desarmamento da Guarda Municipal, lembra que em uma das ações dos guardas armados contra camelôs na Rua Visconde do Rio Branco, no Centro, “um ambulante adolescente, de 14 anos, que vendia limões levou um tiro nas costas e ficou paraplégico”.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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