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Niterói deve muito a Ivo Pitanguy

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Reabertura de pronto-socorro municipal seria maior das homenagens ao cirurgião

Ivo Pitanguy, o cirurgião plástico que ajudou a salvar adultos e crianças que tiveram o corpo queimado no incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em 1961, em Niterói, não pode ser esquecido pela cidade que tem com o médico uma grande dívida de gratidão.

Na época da tragédia, o Hospital Antonio Pedro estava fechado por falta de recursos da prefeitura de Niterói. Foi reaberto às pressas para receber os feridos e Pitanguy com mais uma dezena de médicos voluntários ajudou a salvar muita gente com seu trabalho. Hoje, o hospital municipal que foi entregue à gestão da Universidade Federal Fluminense está com o pronto-socorro fechado para a população há mais de dois anos atendendo somente a casos referenciados de alta complexidade, e mesmo assim, com recursos materiais e humanos reduzidos.

A melhor homenagem que Niterói e a UFF poderiam prestar a Pitanguy seria o pleno funcionamento do Antonio Pedro, inclusive também dando o nome do consagrado cirurgião a um Centro de Queimados.

Para o niteroiense Guilherme Eurico, cirurgião-geral e conselheiro do Conselho Regional de Medicina no Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), que também atuou como voluntário no atendimento às vítimas do Gran Circus, deveria ser erguido um busto em homenagem a Ivo Pitanguy na frente do Hospital Antonio Pedro.

O Sindicato dos Médicos de Niterói, São Gonçalo e Região (Sinmed), lamenta o falecimento de Pitanguy e em nota presta homenagem póstuma “à sua genialidade como cirurgião plástico, reconhecido no mundo inteiro e que transformou a vida de milhares de pacientes, famosos e anônimos”.

Lembra o Sinmed que Pitanguy formou gerações de alunos, novos cirurgiões que aprenderam com ele a respeitar e valorizar a autoestima dos pacientes. Também criou a 38ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, que atendia pacientes de baixa renda”.

Clóvis Cavalcanti, presidente do Sinmed, reafirma que ‘Niterói tem pelo doutor  Ivo Pitanguy uma gratidão eterna, pois no trágico incêndio no Gran Circus Norte-Americano na tarde de 17 de dezembro de 1961, ele se deslocou do Rio para Niterói e, de forma voluntária, ajudou no socorro às vítimas. Com três mil pessoas na plateia, o circo foi completamente devorado pelas chamas, causando mais 500 mortes, das quais 70% foram de crianças”.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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