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Coluna do LAM

Niterói despreza os idosos

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Como todo mundo, fiquei indignado quando li essa notícia aqui na Coluna Gilson Monteiro, semana passada:

Com um orçamento de R$ 936 mil anuais, a Secretaria Municipal do Idoso, gasta praticamente toda a sua verba com pessoal. O Diário Oficial da Prefeitura de Niterói publicou na quarta-feira, 18/01, muitas nomeações para essa pasta criada há dois anos, inclusive a de três subsecretários. Dois deles (…) devem ser muito empistolados, pois foram nomeados duas vezes para o mesmo cargo, pelas portarias 488, 489, 498 e 497.”

A prefeitura respeita mais as bicicletas do que os idosos, talvez pelo fato deles não serem mais obrigados a votar. Os idosos são desprezados pela prefeitura a começar pelo consumo de quase um milhão de reais/ano para sustentar marmanjos que ocupam uma tal de Secretaria do Idoso. É muita cara de pau.

Segundo colocado nas eleições (perdeu para nulos, brancos e ausentes) o prefeito tomou posse de novo com o seu séquito que continua a ignorar a desrespeitar a população de cabelos brancos que torce os pés em calçadas esburacadas, estreitas e cheias de obstáculos. Alguém do séquito do prefeito deveria tentar andar pela calçada (lado direito) da rua da Conceição, na altura da rua Luiz Leopoldo Fernandes Pinheiro, onde as pessoas praticamente tem que andar na rua. Os idosos não tem tempo sequer de atravessar ruas porque os sinais, decrépitos e antiquados, abrem rápido para os carros. Os cadeirantes tem que fazer um rali por rampas de acesso cheia de buracos e disputar espaço nas pinguelas de pedestres (que chamam de calçada) com camelôs, motos, bikes (sim, é vale tudo mesmo), sem contar com a presença dos guardas municipais que praticamente são uma miragem na cidade.

Pessoas que trabalharam duro a vida toda são obrigadas a viver numa cidade desumana, que perdeu sua generosidade, e que é capaz de inventar boçalidades como aquelas rótulas na avenida Rui Barbosa, em São Francisco, que confundem todo mundo: motoristas, pedestres e principalmente idosos. Rótulas devem ser feitas em vias largas como em Brasília, e não naquela estreita avenida. Uma dessas famigeradas rótulas fica próxima a um sinal de pedestres, onde os idosos tentam atravessar.

Uma cidade que ignora os seus idosos, a ponto de criar uma secretaria que tem idoso no nome mas que não passa de mais um cabide de emprego, não merece o respeito de ninguém. A prefeitura deveria, pelo menos, visitar um exemplo de cidadania que é Universidade da Terceira Idade. Segundo Gilson Monteiro, “tem o ex-prefeito Waldenir Bragança como reitor, promove palestras, oficinas de memória viva e de teatro, aulas de inglês, francês, italiano e espanhol, além de palestras, coral e passeios pela cidade. Funciona nas dependências da Faculdade de Direito da UFF e o trabalho é feito por voluntários.”

Luiz Antonio Mello

Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.

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