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Maricá gasta milhões instalando abrigos de aço em pontos de ônibus da cidade

Escrito por Gilberto Fontes às 16:52 do dia 30 de outubro de 2021
Sobre: Mobiliário hostil
  • abrigo de aço
30out

abrigo de açoAbrigos de aço estão sendo instalados nos pontos de ônibus de Maricá, município praiano da Região Metropolitana do Rio de Janeiro “banhado” por R$ 2,1 bilhões em royalties do petróleo. Por cerca de R$ 15 milhões, a prefeitura está instalando 511 abrigos metálicos, em lugar dos antigos abrigos de madeira com telhas de barro.  O novo mobiliário urbano promete um verão mais quente para os passageiros dos ônibus Tarifa Zero. Já estão sendo comparados pelos usuários a assadeiras de frango, pelo seu formato.

Os abrigos têm quatro assentos e espaço para cadeirante, mas seguem a chamada “arquitetura hostil”, que não permite serem usados como camas pela população de rua. Com estrutura, cobertura e paredes todas em aço, refletem a luz solar com intensidade. Mas oferecem menor conforto térmico do que os feitos de madeira e telhas de barro, como os abrigos mais antigos ainda existentes na cidade.

Desde que encerrou em 2020 a concessão do transporte público com uma empresa privada, Maricá ampliou o número de linhas do programa Tarifa Zero. São 25 linhas de Itaipuaçu a Ponta Negra cobertas pelos vermelhinhos, ônibus da EPT (Empresa Pública de Transportes), uma autarquia municipal de Maricá. A frota da EPT é formada por 52 ônibus, que, segundo a empresa, transportam 21 mil pessoas por dia, de segunda a domingo.

Maricá deverá fechar o caixa de 2021 com cerca de R$ 2,1 bilhões de royalties do petróleo. É o município brasileiro que mais recebe esse tipo de recursos. Os royalties representam cerca de dois terços do orçamento deste ano, que soma R$ 3,345 bilhões, maior valor na história do município. Em 2020, o orçamento foi de R$3,295 bilhões. A previsão para 2022 é novo recorde, com receita de R$ 3.736.743.460,44.

Abrigos seguem arquitetura hostil

abrigos de açoSegundo a prefeitura, os abrigos de aço teriam a vantagem de ser mais duráveis do que os de madeira. Estes perdem telhas com a ação dos ventos e os assentos de madeira empenam. O novo mobiliário de metal segue a chamada “arquitetura hostil”. O formato de seus bancos impede que sejam usados como cama por moradores de rua.

Em maio, o município fez uma tomada de preço para a aquisição do mobiliário urbano. Vai pagar R$ 8.248.100,00 por 350 abrigos de aço carbono (cada um sai a R$ 23.566,00) e mais 161 de aço inox por R$ 6.741.875,00 (R$ 41.875,00, cada). Têm 3,5m de comprimento, 2,45m de altura e 1,70m de largura. São vendidos pela Aço Forte de Meriti, situada em Duque de Caxias, adquiridos pelo custo total de R$ 14.989.975,00.

Os abrigos de aço inox estão sendo instalados na orla das praias e lagoas. São mais resistentes à ferrugem e corrosão. Os de aço carbono estão sendo colocados no Centro e em bairros com menor influência da maresia.

Segundo estudo publicado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de São Paulo, as telhas de barro oferecem maior conforto térmico; em segundo lugar vêm as telhas de alumínio e térmicas; e em terceiro, as telhas de amianto simples, depois as de zinco e, por último, as de fibra de vidro.

As telhas de barro continuam sendo o melhor material a ser utilizado na cobertura de abrigos. A telha de amianto e a de zinco não são recomendadas por serem desconfortantes. Já a telha de fibra de vidro não deve ser usada sob hipótese alguma, por ser extremamente desconfortante. Feita de material translúcido, ela deixa passar muita radiação solar.

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Gilberto Fontes
Gilberto Fontes
Repórter do cotidiano iniciou na Tribuna da Imprensa, depois atuou nos jornais O Dia, O Fluminense (onde foi chefe de reportagem e editor), Jornal do Brasil e O Globo (como editor da Rio e dos Jornais de Bairro). É autor do livro “50 anos de vida – Uma história de amor” (sobre a Pestalozzi), além de editar livros de outros autores da cidade.
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2 thoughts on “Maricá gasta milhões instalando abrigos de aço em pontos de ônibus da cidade

  1. Os faraônicos abrigos de ônibus da TRANSOCEÂNICA de Niterói custaram de R$950.000,00 a R$1.250.000,00 em 2015/2016!!!
    Uma boa casa construída em Piratininga contruída hoje,incluindo o custo do terreno,com varanda,salão,03 quartos,01 suíte,02 banheiros, cozinha,quarto,banheiro de empregada,piscina,sauna e churrasqueira custa hoje menos de R$950.000.00!!!!?????
    CADÊ O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO/ESTADO QUE NADA VIRAM ATÉ AGORA???E OS VEREADORES QUE NADA VIRAM ATÉ AGORA!!!??? É UM DINHEIRO QUE PODIA IR PARA A EDUCAÇÃO,SAÚDE E SEGURANÇA MUNICIPAL CAINDO NOS RALOS DA GASTANÇA!

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