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Lava-Jato ruiu revitalização do Centro

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A hecatombe moral e financeira que se abateu sobre o Estado do Rio de Janeiro tem trazido consequências imprevisíveis para a cidade de Niterói. Além do sofrimento de grande parte de sua população formada por funcionários públicos, aposentados e pensionistas, que estão sem receber em dia seus salários, aposentadorias e proventos, um antigo símbolo do poder estadual no município, o Palácio São Domingos, que foi sede da Secretaria de Fazenda do antigo Estado do Rio, demonstra a que ponto chegou a degradação urbana do Centro que, se não fosse a Operação Lava-Jato, estaria hoje sendo “revitalizado” a custa de sabe-se lá quantos milhões de toma-lá-dá-cá.

Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em agosto de 1990, e também pelo município de Niterói em 2001, o Palácio São Domingos, localizado no primeiro quarteirão da Rua Marechal Deodoro, está praticamente em ruínas. Defronte, retrato também da crise financeira, quatro lojas em frente estão com as portas arriadas em prédios muito antigos e sem conservação alguma, pondo em risco as pessoas que passam por ali.

A Rua Marechal Deodoro seria um dos cinco corredores culturais que o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, pretendia preservar, por “apresentar um comércio diversificado e setorizado, instalado em sua maioria em edificações da virada do século XIX”. No início da primeira gestão de Rodrigo, a Câmara de Vereadores aprovou uma operação urbana consorciada (OUC), do município com as construtoras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez que previa a ampliação de gabaritos para novos prédios em contrapartida de obras de  revitalização da área central da cidade.

Nada disso foi adiante, pelo bem ou pelo mal de Niterói. Hoje, porém, o mais grave é a acomodação daqueles que deveriam estar cobrando soluções. Não se ouve nenhuma voz política, de vereador ou de deputado, ou nem mesmo do Ministério Público cobrando uma providência do Governo. É preciso salvar urgentemente o que ainda está de pé.

 

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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