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Interferência de criminosos em serviços de internet preocupa moradores da Região Oceânica

Escrito por Gilson Monteiro às 18:13 do dia 2 de julho de 2026
Sobre: Rede pirata
  • Avenida Augusto Ferreira Ramos, Niterói
02jul
O caso mais recente de ação criminosa aconteceu na tranquila Avenida Augusto Ferreira Ramos, no Maravista

Moradores de bairros da Região Oceânica — especialmente Engenho do Mato, Maravista e Parque Rural — vêm relatando em grupos de WhatsApp que criminosos estariam restringindo a atuação de provedores de internet, intimidando técnicos e dificultando instalações e manutenções.

A situação ganhou força após circular um comunicado da Leste Telecom, que classificou diversas ruas como “áreas de risco” depois de episódios de ameaça contra suas equipes. Segundo a empresa, integrantes de uma organização criminosa estariam impedindo o acesso de técnicos para favorecer um provedor ligado ao grupo que controla o território.

Um dos casos mais graves ocorreu na Avenida Augusto Ferreira Ramos, no Maravista: um técnico foi abordado por dois homens em uma moto, teve a escada retirada enquanto trabalhava e foi obrigado a permanecer sentado no meio-fio enquanto os suspeitos faziam uma ligação para alguém que, segundo eles, estaria preso. Durante a abordagem, o trabalhador relatou ter sido intimidado com uma arma. Depois da ligação, foi liberado.

A Leste afirma que não se trata de episódio isolado e que as ameaças vêm ocorrendo desde o fim do ano passado. A empresa diz ter comunicado as autoridades e orienta moradores a enviarem informações ao Disque Denúncia sobre pessoas, empresas ou estruturas supostamente ligadas ao grupo criminoso.

A repercussão das denúncias aumentou o clima de apreensão na comunidade. Moradores relatam medo de perder o serviço de internet e de ver a expansão da atuação criminosa na região. Parte das mensagens compartilhadas já foi encaminhada às autoridades.

A Anatel informou que acompanha casos de impedimento à prestação de serviços e reforçou que situações envolvendo crime devem ser comunicadas à segurança pública. A Abrint, associação do setor, manifestou preocupação com a violência contra trabalhadores e defendeu a livre concorrência. A ocorrência foi registrada na 81ª DP (Itaipu), que segue investigando o caso.

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Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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One thought on “Interferência de criminosos em serviços de internet preocupa moradores da Região Oceânica”

  1. Qual é a empresa concorrente da Leste Fluminense nessa região que pode estar envolvida? É importante esclarecer.

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