Guilherme Eurico, sentado, Luiz Santini, Clecio Tavares, Maria Virgínia Castanheira, Marlene Tavares e Luiz Felippe Judice
Ele é do tempo em que o médico examinava o paciente dos pés à cabeça. Depois, pedia os exames complementares que existiam na época: o Raios X e o de sangue comum, para confirmar a sua hipótese diagnóstica. Guilherme Eurico, um ícone da cirurgia geral, completou 60 anos de formado pela Faculdade de Medicina da UFF sendo homenageado por médicos de várias gerações durante um almoço no Mocelin, na sexta-feira (30/11).
— Antes, o cliente chegava e contava a história clínica da doença. Nós médicos íamos apurando os sintomas e sinais clínicos. Hoje, o médico pede muitos exames, alguns sofisticados demais e nem apalpa o doente. O ensino de medicina está muito diferente, o estudante vê menos doente e estuda mais pela internet. A informação aumentou muito, mas a formação médica não – lembra o cirurgião.
Guilherme Eurico, que durante décadas formou gerações de residentes dos hospitais Orêncio de Freitas e Antônio Pedro, diz que antes existiam também os serviços públicos especializados, em Cardiologia, Ortopedia, Pneumologia, Angiologia, Obstetrícia, Gastrenterologia e outras, que ajudavam e muito no ensino.
— A medicina se aprende um com o outro. A simples dissecação de uma veia tem que ser muito bem-feita. Toda cirurgia é um trabalho artesanal e o médico é um escravo da técnica – acrescenta o médico festejado.
Guilherme diz que Niterói teve a melhor Escola de Medicina, pela qualidade de seus professores e pelo suporte do Antônio Pedro. Os catedráticos eram os chefes das Especialidades e a Emergência era subordinada a esses serviços de Medicina. Era um entrosamento perfeito e quem lucrava com isso, eram os residentes.
— Os médicos de antigamente carregavam no bolso um cartão com os seguintes dizeres: em caso de acidente, me leve para o Hospital Antônio Pedro. Hoje, a Emergência está fechada – lamenta o doutor.
Com a experiência de muitos anos atendendo em hospitais públicos e particulares, Guilherme Eurico recomenda que as mais de 300 faculdades de Medicina existentes no país estimulem os acadêmicos para que examinem cada vez mais doentes, antes de se formarem, pois isso irá facilitar o desempenho de suas atividades nas especialidades que escolherem no futuro.
Uma presença festejada durante o almoço em torno de Guilherme Eurico foi a de Maria Virgínia Castanheira, que por mais de vinte anos chefiou a Enfermagem do Orêncio de Freitas e também a do Hospital Santa Cruz, reconhecida pelo seu profissionalismo, competência e dedicação aos enfermeiros, qualidades dela destacadas por muitos médicos.
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