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Enel não liga para consumidor e é uma das mais acionadas na Justiça

Escrito por Gilson Monteiro às 18:36 do dia 8 de outubro de 2020
Sobre: Energia elétrica
  • Edifício Moema
08out

Edifício MoemaSeiscentos moradores do Edifício Moema, a maioria idosos, estão com seus 132 apartamentos sem luz (e por consequência, sem água) porque a Enel não consegue religar, desde a madrugada de hoje (08/10) três chaves elétricas no poste em frente, na Avenida Ary Parreiras, em Icaraí.

Na sexta-feira, um transformador de energia explodiu na Rua Tavares de Macedo, também em Icaraí, lançando fragmentos que atingiram gravemente a mão de um corretor de imóveis.

Dois dos três blocos de apartamentos do Edifício Moema estão sem energia elétrica. Funcionários da Enel alegaram aos moradores que não podem religar as chaves elétricas que ficam em um poste da Ary Parreiras porque galhos de duas ávores vão continuar provocando curto. Às 13h voltou outra turma de reparos da Enel mas, como antes, não religaram as chaves porque a Prefeitura de Niterói não podou as árvores, como solicitado pela concessionária de energia elétrica.

As queixas se avolumam tanto em Niterói quanto nos outros 65 municípios fluminenses em que a Enel atua.

A empresa parece não ligar para as reclamações de seus milhares de consumidores. Tanto que herdou o título da Ampla e o mantém como sendo uma das empresas mais acionadas na Justiça, ao lado da Light, da OI e da Claro.

 Postes iguais à Torre de Pisa

Poste de PisaAs reclamações se multiplicam exponencialmente em toda a área de atuação da concessionária. Em Maricá, onde a empresa diz ter investido R$ 14 milhões para a distribuição de energia, contam-se as centenas os postes inclinados como a Torre de Pisa da terra dos proprietários da Enel.

Para garantir o faturamento e evitar o desvio de energia, a Enel repete a antecessora Ampla instalando medidores de energia no alto dos postes, como faz hoje (08/10) na Rua Leite Ribeiro, no Fonseca.

Essa modalidade de medição já foi contestada pela Comissão de Defesa do Consumidor (Codecon) Assembleia Legislativa e gerou ação em que o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do TJ, determinou que a Ampla instalasse os medidores de consumo de energia elétrica em locais visíveis e de fácil acesso aos consumidores, além de ter de devolver, em dobro, os valores pagos em excesso pelos clientes, desde que devidamente comprovada falha no sistema de medição.

Surto elétrico dá prejuízo em Maricá

Em Maricá, no Jardim Interlagos, a concessionária vem causando muitos prejuízos aos consumidores de energia elétrica. Isto porque a rede de distribuição local é de 330 volts, em cada uma de suas três fases. Para reduzir essa voltagem a 110 volts, a Ampla instalou transformadores na caixa padrão de cada unidade.

O caso é que esse sistema de distribuição único naquele bairro de Maricá não impede a ocorrência frequente de surtos de energia que provocam a queima de televisores, geladeiras e outros eletroeletrônicos. Em alguns casos, nem os disjuntores instalados pela concessionária aguentam o surto e acabam torrados.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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One thought on “Enel não liga para consumidor e é uma das mais acionadas na Justiça

  1. A enel é uma semi estatal. Eh uma empresa corporativista.. eh tao ruim como uma estatal porque lambe bolas endiheiradas junto com o pode publicos.
    Os acionaistas e diretores da enel deveriam ser presos na hora por isso, dica pro MP

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