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Eduardo Cunha, ascensão e queda contadas em biografia não autorizada

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Eduardo Cunha e sua história, personagem icônico da política brasileira, são desvendados no impactante livro-reportagem “Deus tenha misericórdia dessa nação”, escrito pelos jornalistas Chico Otávio e Aloy Jupiara, que a Editora Record vai lançar segunda-feira (28/10), às 19h. na Livraria da Travessa, em Botafogo.

Com passagem pela Última Hora, O Estado de São Paulo e  O Globo, onde até agora já conquistou seis vezes o Prêmio Esso, um deles na companhia do saudoso Ricardo Boechat, o jornalista Chico Otavio, em parceria com outro grande profissional Aloy Jupiara,  conta a conturbada e misteriosa história do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Chico Otavio, um dos fundadores da Associação Brasileira de Repórteres Investigativos, orgulha-se também da atividade de professor. Por isso, um grupo de alunos da PUC, que mora em Niterói, está se organizando para comparecer em peso e pegar o autógrafo do querido mestre do Jornalismo.

Impeachment de Dilma

O título do livro, é a frase de encerramento do voto de Eduardo Cunha pelo impeachment da presidente Dilma Roussef. Para revelar a história do ex-presidente da Câmara dos Deputados, os autores mergulharam em documentos e processos, aprofundaram-se na leitura de livros, estudos e reportagens e tiveram acesso a informações exclusivas.

Com o retrato que entregam neste impactante livro-reportagem, fornecem detalhes da ascensão e da queda de Eduardo Cunha – elementos fundamentais para a compreensão de uma época em que o jogo político caiu em um profundo poço de transações, corrupção e traições que vieram à tona de maneira dramática no cenário político brasileiro.  

O livro é uma aula de jornalismo: texto fluente, leve, gostoso de singrar. Volume impressionante de informações, inclusive (muitas) inéditas, consequência de uma apuração e investigação meticulosa – tudo costurado num ritmo generoso à apreensão de quem lê.

Narrativa que remonta à estrutura de um roteiro para o cinema, com aquela técnica destinada a nos prender, sem que queiramos soltar. E que apresenta um personagem complexo, de decifração desafiadora. Cunha, cuja trajetória pública dá corpo e caráter à história de impunidade no Brasil tanto quanto ao marco – a Lava jato – que pretendeu rompê-la.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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