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Doutor Pantaleão, um obstetra ao piano, traz vida com sua música alentadora

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As habilidosas mãos do médico Antônio Carlos Pantaleão, que já trouxeram ao mundo centenas de crianças, agora se movimentam nos teclados. Em tempo de isolamento a música tem trazido alegria para muita gente (veja o vídeo)

Logo pela manhã ele se senta ao piano, grava a apresentação pelo celular e envia pelo WhatsApp para os filhos, netos, parentes e amigos. Um carinho especial que o doutor Pantaleão envia aos familiares que, também compartilham com outros amigos numa corrente de esperança pelo fim da quarentena e da pandemia do Covid-19

Pantaleão acaba de completar 80 anos. Não teve uma grande festa como merecia, mas recebeu beijos e abraços da mulher Bebel. Ele aprendeu a tocar piano aos 10 anos, com a professora Maria José Miranda, no Ingá.

Sua paixão pela música é tão grande, que já gravou seis CDS: “Meu coração não sei por que”, “Românticos”, “Bons tempos”, “Esqueci no piano”, “7.0”(quando fez 70 anos) e “Você e Eu”, este último com Marvio Ciribeli.

Falar na família Pantaleão vem logo na lembrança a tradição dela em ginecologia e obstetrícia, a começar pelo pai, o mestre José, e os filhos, professores Antônio Carlos e José Augusto.

A medicina continua correndo no sangue Pantaleão, com os netos cirurgiões Antônio Carlos Júnior, José Luiz, André, Thiago e dois bisnetos cursando a faculdade, Ian e João Francisco.

Seu pai, José Pereira Pantaleão, veio de Caçapava, São Paulo, para estudar medicina em Niterói, de onde nunca mais saiu. Aqui se formou e foi catedrático da especialidade no curso de Medicina da Universidade Federal Fluminense.

Antônio Carlos e as irmãs Ângela e Lúcia, duas conhecidas professoras, nasceram pelas mãos de uma parteira na casa da Rua Nilo Peçanha, no Ingá. Ele começou sua atividade médica precocemente, em dezembro de 1961, quando cursava o terceiro ano de Medicina. Foi voluntário no socorro às vítimas do incêndio do Gran Circus Norte-americano.

Ele e o irmão José Augusto se apresentaram para apoiar o esquema de socorro emergencial comandado por Ivo Pitanguy, no Antônio Pedro. O hospital municipal estava em greve, mas foi reaberto para enfrentar a maior tragédia já ocorrida em Niterói. Mais tarde, foi cedido pela prefeitura para o governo federal.

Como professor da UFF, Pantaleão formou uma geração de profissionais na especialização que cuida da mulher. Por décadas, o pai e dois filhos tinham o nome Pantaleão lembrado quando se falava em gravidez ou parto em Niterói. A família era logo lembrada pelo conceito e respeitabilidade.

Fácil também achar uma criança que nasceu com eles, o difícil era saber se com José, Antônio Carlos ou José Augusto, porque às vezes entravam em campo cirúrgico os três, dois ou um.

Essa família de médicos, faz parte da história da vida de Niterói.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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