Os 99 anos da matriarca Cléia Tavares Loretti foram comemorados em grande estilo na casa que, no passado, foi movimentada pelo mundo político, jurídico, intelectual e por muitos amigos. É ali, no Ingá, bairro de Niterói que já sediou o Executivo fluminense, onde ela mora há 97 anos.
Ainda jovem, com forte vocação para a música, chegou a dar aulas de piano para o famoso músico niteroiense de projeção internacional Sérgio Mendes. Foi também professora de Educação Física e jogadora de vôlei. Mas essa mulher inteligente e de estilo simples casou-se aos 19 anos com o desembargador Jorge Loretti e preferiu dedicar-se de corpo e alma à família: os três filhos — a advogada Claudia, a engenheira Clarice e o médico Cesar — além dos cinco netos e cinco bisnetos.
Ela diz que se sente feliz e alegre com a casa cheia e não abre mão da presença dos netos e bisnetos no almoço mensal, para o qual sempre escolhe um menu especial.
Cléia, dona de uma memória prodigiosa, lembra com nitidez da agitada trajetória do marido, que ocupou cargos de grande relevância na administração pública civil e jurídica.
Jorge Loretti, ainda jovem, foi chefe de gabinete de Roberto Silveira, que morreu em um acidente de helicóptero em Petrópolis. Eram tão amigos que o governador deu ao filho o nome de Jorge Roberto — ex-prefeito de Niterói — em sua homenagem.
Depois, Loretti ocupou o mesmo cargo com Badger da Silveira, que foi cassado pela Revolução. Tornou-se professor de Economia e, posteriormente, de Direito da UFF, onde presidiu o Conselho Universitário por muitos anos.
Dono de inteligência e oratória invejáveis, além de vasto saber jurídico, foi desembargador na vaga do quinto constitucional da advocacia, presidindo a 5ª Câmara Cível e o 4º Grupo de Câmaras. Também presidiu o Tribunal de Justiça (1991–1992), o TRE (1989–1991) e a Amaerj (1994–1995). Exerceu ainda a Secretaria de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e era imortal da Academia Fluminense de Letras.
Dona Cléia lembra que o marido gostava de chamá-la ao escritório para que ele lesse em voz alta suas petições, decisões ou trabalhos, perguntando muitas vezes o que a esposa-conselheira havia achado. Diz que essa convivência de uma vida inteira com um marido amado e de vasta cultura, somada à família maravilhosa, unida e sempre presente, são os motivos pelos quais se sente bem, alegre e feliz na caminhada rumo aos 100 anos.
Aos 91 anos, Dom Alano segue distribuindo fé, bênçãos e solidariedade Ele é predestinado, dono…
Idosos participaram das passeatas de estudantes da UFF pelas ruas de Niterói Os estudantes da…
Um quarteto de excelência: Tatiana Cury, Marly Cury, Eliane Lewicki e Glaucia Lewicki Ela é…
O vice-presidente Geraldo Alckmin, ao lado de Comte Bittencourt e Rodrigo Neves, responde a perguntas…
A mostra reúne aquarelas de Beth Grieco, Beth Novaes, Camila Figueiredo e de Thaís Leal…
Douglas Ruas ao lado de Fernanda Louback, moradora do Ingá e vereadora em primeiro mandato,…