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Cemitérios entram na disputa por votos

Escrito por Gilson Monteiro às 17:23 do dia 27 de abril de 2016
Sobre: Talqualmente Odorico
27abr

cemcharitasAté cargos comissionados nos cemitérios municipais são cobiçados por candidatos a vereador em Niterói, como Renatinho da Oficina que dizem que está esperando o prefeito Rodrigo Neves voltar de Paris, neste fim de semana, para cobrar dele a nomeação de gente de sua confiança para os dez cargos do Maruí, de Itaipu e de Charitas.

Vale tudo em troca de apoio à reeleição de Rodrigo Neves, que trocou o PT pelo PV e garante já ter costurado uma aliança de 20 partidos a seu projeto de poder. Com 40% do funcionalismo municipal formado por pessoal comissionado, segundo revelou pesquisa do IBGE apontando Niterói como o primeiro do estado do Rio em número de cargos de confiança, esses postos estão cada vez mais disputados nesse período pré-eleitoral.

— Se defunto votasse, o coveiro estaria eleito – dizia Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira criado por Dias Gomes.

Se o prefeito de Niterói seguisse o exemplo do colega sucupirense, e como ele fizesse o “construimento” de um novo cemitério municipal, atenderia melhor as “necessidades defuntórias” da população, em vez de cuidar somente da distribuição de cargos de confiança na administração pública.

Os três cemitérios municipais de Niterói estão em péssimas condições, mal conservados e com pouco pessoal para atender à demanda. O Maruí, no Barreto, tem apenas oito funcionários para abrir covas e praticamente mais nenhum espaço para novos sepultamentos. Em Charitas são quatro coveiros, também divididos em plantões. E no de Itaipu, apenas um responde pelo expediente.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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