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Catamarã social só se Niterói pagar

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Fez água. O projeto da TransOceânica previa a integração do BRT cruzando o túnel Charitas-Cafubá e o catamarã transportando passageiros com tarifa social.

O secretário estadual de Transportes, Rodrigo Goulart de Oliveira, descartou a implantação do catamarã social em Charitas. “A menos que a prefeitura de Niterói subsidie o custo das passagens, não haverá possibilidade de os bilhetes terem o preço reduzido”, acrescentou.

A abertura do túnel Charitas-Cafubá perderá, assim, uma de suas maiores finalidades: a de levar passageiros da Região Oceânica para o Rio de Janeiro sem congestionar ainda mais o trânsito da Zona Sul e do Centro. Hoje, o bilhete Charitas-Praça Quinze custa R$ 16,50 e as embarcações não operam das 12h às 16h.

Além disso, o projeto de integração Barcas/BRT está fazendo água também por que as empresas de ônibus estão refugando o investimento que terão de fazer para adquirir novos veículos adaptados ao sistema que a prefeitura de Niterói projetou sem prever os percalços.

A CCR Barcas, que não pretende concorrer em outubro à nova licitação para o transporte marítimo, alega que a demanda de passageiros foi reduzida de oito mil/dia para cinco mil/dia nos catamarãs.

Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas, seriam necessários 40 mil passageiros por dia para justificar a implantação da tarifa social nos catamarãs.

Durante audiência pública sobre o novo modelo de concessão do transporte hidroviário, realizada na Associação Comercial de Niterói com a presença de cem pessoas, o secretário Rodrigo Oliveira adiantou que neste edital deverá constar a obrigatoriedade de a empresa vencedora projetar a implantação de duas novas linhas: a Praça Quinze-São Gonçalo e outra ligando os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim.

O secretário atribuiu a queda no número de passageiros das barcas, primeiro à crise econômica e ao desemprego no país. Segundo, como a prefeitura do Rio retirou o mergulhão da Praça Quinze, por onde passavam dezenas de linhas de ônibus ligando o Centro ao subúrbio e à Zona Sul cariocas, bem como desativou um terminal de ônibus ali ao lado, os passageiros das barcas passaram a contar somente com a baldeação a cerca de um quilômetro na Estação Carioca, do metrô. Muitos passaram a atravessar diretamente de ônibus do Rio para Niterói, e vice-versa.

Já a linha Charitas-Praça Quinze quando foi criada tinha a previsão contratual de ajudar na manutenção de outras linhas, como a de Cocotá, na Ilha do Governador. Sobre as barcas Rio-São Gonçalo, prometidas há mais de quatro décadas, o secretário de Transportes diz que sua implantação deverá merecer um estudo maior, porque ela vai diminuir ainda mais o número de passageiros da Estação Arariboia.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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