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Carne estragada no bandejão da UFF

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Atualizado às 21h, 28/06

Fiscais da Vigilância Sanitária de Niterói encontraram mais de uma tonelada de carne imprópria para consumo no bandejão da Universidade Federal Fluminense (UFF), no campus do Gragoatá. Três agentes foram ao restaurante na terça-feira (27/06) atendendo denúncias de estudantes sobre a qualidade da alimentação e, principalmente, quanto à carne servida nas refeições.

No Termo de Visita Sanitária, os fiscais relataram já haver encontrado o lote de carne embalado e com a informação “impróprio para o consumo” e que ela estava para ser devolvida a GN Alimentos Ltda, que vendeu o produto. Determinaram que a UFF procedesse ao encaminhamento da carne imprópria para um frigorífico de inspeção estadual ou federal, caso a empresa vendedora não providencie o descarte.

O bandejão da UFF serve cerca de cinco mil refeições diárias ao preço de R$ 0,70 para os universitários. No cardápio de hoje, o restaurante oferece como prato principal filé de merluza, acompanhado por arroz, feijão, quibebe e salada de tomate ou de alface.

Nota da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis da UFF sobre o ocorrido:

“No dia 19 de junho, a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, por meio da Divisão de Alimentação e Nutrição (DAN), recebeu da empresa GN Alimentos LTDA um lote de 1.230kg de chã. Ao manipular a carne, a equipe de nutricionistas da UFF detectou, no momento do pré-preparo, a presença de tumores no interior das peças. A nutricionista, Sra. Palmira, contactou a empresa – ainda no dia 19/06 – para relatar o problema e retirar as peças impróprias e fazer a troca/reposição. Em seguida, a equipe encaminhou à Faculdade de Veterinária da UFF no dia 22 de junho, 03 amostras da carne para análise microscópica (microbiológica, histopatológica) e físico-química.
O Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses emitiu em 27/06/2017 um Termo de Visita Sanitária (Nr. 348) relatando, conforme arquivos em anexo, que “No ato, foi constatado que havia realmente ocorrido o problema no momento de preparo do produto, porém, o mesmo não foi servido em momento algum.”
A Proaes vem a público lamentar o ocorrido e garante que continuará atenta à qualidade dos produtos adquiridos. O pró-reitor Leonardo Vargas abrirá uma comissão de sindicância para avaliar se houve falha na comunicação com os órgãos de fiscalização.”

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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