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Barreiras em Niterói não evitam carona do vírus da Covid em ônibus lotados

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Pior a emenda do que o soneto, um velho ditado que pode sintetizar o que as barreiras sanitárias decretadas pelo prefeito Axel Grael significam hoje (14/04) em Niterói . O gigantesco congestionamento provocado por elas na manhã desta quarta-feira, ao contrário de evitar a superlotação dos hospitais, como justifica o prefeito, aumentou o risco de transmissão da Covid-19 nos ônibus lotados de gente. Passageiros ficaram horas apinhados nos veículos sujeitos à contaminação.

A medida restritiva criada por Grael soou como um protesto contra São Gonçalo, município onde a prefeitura flexibiliza o funcionamento de praticamente todas as atividades. Só que as barreiras acabaram sendo um tiro no pé do prefeito niteroiense. Além de manter fechado o comércio que seu comitê científico não considera essencial, Grael expôs milhares de trabalhadores a uma possível contaminação nos ônibus engarrafados nos acessos à cidade.

A prefeitura deveria concentrar seus esforços, isto sim, em coibir a superlotação no transporte público. Mas empresários de ônibus, sempre tão próximos do poder público no país, reduzem suas frotas em circulação alegando prejuízos. O motorista, o cobrador e os passageiros que se apinhem e levem o vírus da Covid de troco.

Greve de ônibus em votação

Os rodoviários, por sua vez, reclamam prioridade na vacinação contra o coronavírus. Se até a próxima terça-feira (20/04) não estiverem no calendário de vacinação, ameaçam entrar em greve no dia 26 de abril.

O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) está fazendo nos terminais de ônibus, até o dia 19, um plebiscito sobre a greve da categoria. A apuração vai ser no dia seguinte. A entidade decidiu por essa forma, em vez de marcar assembleias que acabariam provocando aglomeração de pessoas. Dados do sindicato revelam que a Covid já matou 44 profissionais de sua área de atuação, desde março do ano passado.

Em sua conta no Facebook, Grael disse que “as barreiras sanitárias são medidas necessárias neste momento”.  Reconheceu o impacto que provocam no trânsito, mas que seria “uma ação fundamental para proteger Niterói”.

Mais uma vez, justificou as restrições com 30% dos leitos de Covid em Niterói sendo ocupados por pacientes de outras cidades, e cobrou “o diálogo com o Estado e demais prefeituras”, insistindo “na importância de ações conjuntas na Região Metropolitana”.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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