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Aníbal Bragança deixa uma história encadernada na cultura de Niterói

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Aníbal Bragança amava Niterói e todos os seus movimentos culturais

Os livros eram sua razão de viver. Dizia ter uma relação visceral com o livro, desde quando chegou a Niterói, aos 7 anos, vindo do Douro, Portugal. Aos 21 anos, Aníbal Bragança tornou-se um dos mais jovens livreiros do país. Aos 77 partiu para a eternidade, na última sexta-feira (04/02), deixando um legado de mais de seis décadas de talento, cultura, cordialidade e empreendedorismo.

Desde os tempos da escola primária, em Niterói, Aníbal Bragança já reconhecia a importância dos livros para o desenvolvimento intelectual. Depois, estudando no Liceu Nilo Peçanha, referência na época, bastava-lhe atravessar a rua para frequentar a Biblioteca Pública do Estado.

Seu primeiro emprego foi num banco, mas ficou pouco tempo. Resolveu estudar economia na UFF e logo verificou que Niterói tinha poucas livrarias para muitos alunos. Fez as contas e, na ponta do lápis, viu que dava para realizar seu sonho. Com apenas 21 anos, abriu a Encontro, livraria que depois ficou conhecida como Diálogo e, mais tarde, Pasárgada.

Era comum alunas da UFF irem à nova livraria folhear as publicações apenas para conhecer a fama de galã do jovem português. Boa pinta, olhos claros, simpático, preocupado com o movimento literário Aníbal nem percebia as paqueras por trás das pilhas de livros.

Era formado em História pela UFF e foi professor do Instituto de Arte e Comunicação Social, com mestrado e doutorado em Ciência da Comunicação pela Universidade de São Paulo.

Aníbal Bragança foi secretário de Cultura de Niterói e diretor da Editora da UFF. Autor de vários livros, participava e incentivava todos os movimentos literários da cidade.

A sua relevante história em favor da cultura ficará marcada num livro especial encadernado no coração de todos que conheceram a sua luta em favor de educação e dos movimentos culturais de Niterói.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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