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Maioria repudia afastamento de Comte da presidência do Cidadania

Escrito por Gilson Monteiro às 18:13 do dia 16 de janeiro de 2026
Sobre: Decisão judicial
  • Comte Bittencourt
16jan
Comte Bittencourt
O niteroiense Comte Bittencourt possui longa trajetória política, já tendo comandado partidos em nível estadual sem conflitos

Uma crise sem precedentes atinge o partido Cidadania após decisão da Justiça do Distrito Federal que afastou Comte Bittencourt da presidência nacional e transferiu o comando a Roberto Freire. A medida provocou revolta e perplexidade entre as principais lideranças do partido, que divulgaram hoje (16) uma nota de repúdio contra a manobra em pleno ano eleitoral.

Comte Bittencourt, niteroiense e referência na área da educação, possui uma longa trajetória política: foi vereador por vários mandatos, deputado estadual em duas legislaturas, secretário de Educação do Estado do Rio e do município de Niterói. Além disso, comandou partidos em nível estadual sem histórico de conflitos internos.

É a seguinte, a nota de repúdio é assinada por 69 membros eleitos no Congresso Nacional de 2022, representando a maioria do Diretório Nacional do Cidadania:

Os membros do Diretório Nacional do Cidadania vêm a público manifestar repúdio à atitude autoritária, caudilhesca e antidemocrática do Sr. Roberto Freire, que recorreu ao Judiciário para impedir a realização de reunião extraordinária legitimamente convocada nos termos do Estatuto partidário.

A judicialização da vida interna do partido, utilizada como instrumento para silenciar a maioria e bloquear o debate político, constitui grave violação ao direito de reunião, à liberdade de expressão e aos princípios fundamentais que devem reger uma organização democrática.

A tentativa de interditar a deliberação do Diretório Nacional por meio de manobras jurídicas representa um ataque frontal à autonomia constitucional dos partidos políticos, protegida pela Constituição Federal, e afronta o espírito republicano que sempre orientou a história do Cidadania.

Nenhum dirigente partidário pode se comportar como “dono do partido”, como se este fosse patrimônio pessoal ou cartório privado, desprezando a vontade coletiva e o funcionamento regular das instâncias deliberativas.

Reafirmamos que a democracia interna não é concessão: é obrigação estatutária e compromisso político.

O Cidadania não será conduzido pela intimidação, pela censura e pela interdição do debate.

Seguiremos firmes na defesa do Partido da Democracia, da transparência e do respeito às decisões da maioria.

Assinam essa nota*:

Alberto Aggio (SP) Alexandre Pereira da Silva (CE) Ana Naira C. de Queiroz (CE) Ana Stela Alves de Lima (SP) Armando Marques Sampaio (RJ) Arnaldo Jordy Figueiredo (PA) Azuaite Martins de França (SP) Caetano Araujo (DF) Carlos Clayton Leite (PB) Carlos Leandro da C. Souza (AC) Claudia C. R. de Carvalhp (PB) Claudia Marcia de Lima (MG) Conceição Aparecida D. A. Sebastião (MG) Cristovam R. C. Buarque (DF) Edio de Souza Viegas (MS) Eduardo Assis (SC) Eleanor Palhano (PA) Elza Pereira Correia (PR) Fábio Barros Araujo (PB) Francisco de S. Andrade (DF) Francisco Inácio Almeida (DF) Genildo Pereira de Carvalho (PR) George Gurgel de Oliveira (BA) Georgeo Antonio C. Passos (SE) Geraldo Eugênio B. Mansur(MG) Giani Wanderley Gadelha (PB) Gilka Maria de M. Oliveira (MG) Helio Renato Wirbiski (PR) Henrique Mendes Dau (SP) Herivelto Alves de Oliveira (PR) Irina Abigail Teixeira Storni (DF) Jane Neves (PA) Jayme Muniz Ferreira Neto (RJ) Jeferson Luis D. M. da Silva (MT) João Carlos A. dos Passos (SC) João Douglas Fabricio (PR) João Marcelo Dieguez (MG) Jose Jorge T. de Santana (PR) Juarez Amorim (MG) Juciléia T. da Silva Gomes (RR) Laura Helena Lima Pinheiro (RN) Lenir Rodrigues Santos (RR) Lenise Loureiro (ES) Luciano Rezende (ES) Luiz Antonio Martins (RJ) Luiz Carlos Azedo (DF) Luzia Maria Ferreira (MG) Marco Aurelio Marrafon (MT) Maria Dulce Reis Galindo (RJ) Maria Terezinha S. Vitale (DF) Mario Rogério (PI) Margot N. Graziani Pioli (MG) Marizete Grance Romeu (MS) Miguel Arcangelo Ribeiro (RJ) Osvaldo Ordones (SP) Paola Andri (PR) Patrícia de Araújo (AM) Paulo Andre Nunes (MG) Plínio Comte L. Bittencourt (RJ) Raimundo Benoni (MG) Raimundo Nonato Costa Bandeira (PB) Raquel Nascimento Dias (CE) Renata Eitelwein Bueno (PR) Ricardo Maia dos Santos (MS) Roberto Percinoto (RJ) Rodrigo Amorim Silva (MG) Wober L. Pinheiro Junior (RN)

* todos membros eleitos no Congresso Nacional em 2022

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Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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