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Tiroteios e assaltos levam medo à ZN de Niterói

Escrito por Gilson Monteiro às 15:57 do dia 16 de fevereiro de 2016
Sobre: Insegurança pública
16fev

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Uma guerra entre traficantes e a ação violenta de bandidos que promovem arrastões no bairro do Fonseca, Zona Norte de Niterói, estão fazendo moradores e comerciantes reféns da insegurança. Pelas redes sociais internautas protestam contra a falta de polícia nas ruas e alguns até brincam com a situação, chamando o bairro de Fonsequistão.

Para um especialista em segurança pública e professor do curso de pós-graduação em segurança da UFF, enquanto a Polícia Militar não ocupar a Vila Ipiranga, a tendência é aumentar a violência no Fonseca.

“A briga de facções pelo controle do tráfico no bairro começa com tiroteio no alto dos morros e se reflete no asfalto. O tiro come solto em cima e a turma desce para assaltar e matar nas ruas”, constata o especialista. O maior problema é o esvaziamento da PM, que tem contingente diminuído em Niterói para cobrir áreas privilegiadas, como bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro, e reforçar a segurança de eventos de grande porte naquela cidade. Ao mesmo tempo, a população de bandidos migra cada vez para o lado leste da Baía de Guanabara.

Outro fator preocupante são as delegacias desguarnecidas, com número reduzido de policiais e até com falta de carros ou até mesmo de papel. A partir de determinada hora da noite, funciona apenas uma Delegacia Concentradora, que fica responsável pelo registro de todas as ocorrências da cidade, não importa de qual bairro. Isto obriga a pobre vítima de roubo ou algum outro crime a se deslocar para lugares distantes, dependendo de qual DP está de plantão naquele dia (ou madrugada). A gratificação prometida para o policial que bate metas ajuda, mas não resolve a insegurança. Apenas uma providência diminui a bandidagem: Polícia na rua, o resto é conversa.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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