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Revitalização do Centro é só conversa

Escrito por Gilson Monteiro às 12:35 do dia 25 de março de 2016
Sobre: Obra parada
25mar

torres-niemeyer1As torres do Oscar Niemeyer Monumental, empreendimento vendido com a assinatura do consagrado arquiteto e com a palavra dos corretores de que era o marco inicial da revitalização do Centro, até hoje não passa de um estande de vendas no terreno cercado e da incerteza de quando a construtora PDG vai dar início às obras na Rua Visconde do Rio Branco (foto de Divulgação).

Dia 4 de abril farão dois anos do lançamento que os incorporadores anunciavam como um negócio de R$ 367 milhões. Folders coloridos e filmes mostrados por jornais e televisões anunciavam duas torres de 28 andares, ligadas na altura do 13° pavimento por uma passarela e um jardim suspenso. Uma das torres foi projetada para ter 456 salas comerciais e a outra para um hotel com 293 quartos, com a bandeira Ibis, da Rede Accor.

O prefeito Rodrigo Neves, para não perder o hábito de tirar casquinha na obra dos outros (como faz com frequência com a Águas de Niterói), botava o empreendimento imobiliário na conta da revitalização do Centro, que pretendia fazer em operação urbana consorciada (OUC) com as construtoras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez.

Com a Operação Lava-Jato envolvendo as construtoras e afetando até o Comperj em Itaboraí – projeto que hoje leva à falência aquele município – a revitalização do Centro de Niterói micou. Agora, os compradores de unidades do Monumental Niemeyer estão apreensivos com o destino final dessa novela.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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