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Portugal Pequeno, sua história e sua gente, breve na tela do cinema

Escrito por Gilson Monteiro às 11:51 do dia 1 de agosto de 2020
Sobre: Documentário
01ago

A história da brava gente portuguesa que escolheu a Ponta D’Areia para morar desde o final do século 19, está sendo contada no filme Viagem ao Portugal Pequeno, de Luiz Rosati. Tem 65 minutos de duração e será lançado após a quarentena da pandemia.

Os primeiros emigrantes que chegaram foram empregados na construção naval. Depois, desde o início do século 20, com a crise em Portugal foram vindos outros com vontade de trabalhar e tino comercial. Eram geralmente pequenos produtores do Norte, que optaram em viver em Niterói. Eles abriram pequenos bares, restaurantes, padarias, quitandas e alfaiatarias.

Muitos daqueles negócios já desapareceram, outros poucos ainda resistiram às diversas tempestades econômicas.

Deixam saudades a Alfaiataria Soares, a Padaria Portugal Pequeno, o restaurante Vale do Coimbra e, a mais recente perda, o Salão Tavares, com a morte de uma lenda, Adilson Rosa da Silva.

Resistem bravamente, o Decolores, a antiga Quitanda, que o bisneto transformou na Padaria Jireh, e outros pequenos negócios.

Os portugueses, para manterem a tradição católica, musical e folclórica, além da preocupação com a saúde, construíram a igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, a sede da Banda Portuguesa e o Hospital Santa Cruz, este no Centro.

O filme

O autor do filme Luiz Rosati, levou sete anos para concluir o seu sonho, empregando recursos próprios. Ele morou em Niterói, mas nunca tinha ido à Ponta d’Areia. Depois que mudou para o Rio, toda vez que fazia a travessia pela ponte para Niterói passou a observar a beleza e a tranquilidade do bairro. Um dia resolveu conhecer Portugal Pequeno e passou a saber de sua história através de pesquisas na UFF. Conheceu imagens inéditas, depoimentos comoventes feitos em Portugal e no Brasil com quem viveu ou conhece a história do lugar.

Rosati mostra no filme algumas casas que trazem os traços da arquitetura portuguesa e cenas do sueco Palmeiras Negras, rodado no bairro em 1968.

– O filme resgata aspectos da vida na aldeia portuguesa às vésperas da emigração; documenta e busca recompor a vivência dos anos iniciais na nova terra, a criação da Banda Portuguesa, expressão maior da identidade cultural dos imigrantes, e a formação de um sistema próprio de proteção social para os membros da comunidade e trabalhadores dos estaleiros da região; e a partir da memória de alguns núcleos familiares, tenta captar o que foi a vida cotidiana do lugar, suas festas religiosas, seus bares na beira do cais e suas histórias – conta Rosati.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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2 thoughts on “Portugal Pequeno, sua história e sua gente, breve na tela do cinema

  1. Bom dia. Fui nascido e criado no Morro da Penha, meu falecido pai trabalhava no toc toc, depois ilha do Viana, ia levar almoco para ele, e atravessava todos os dias no barco do toninho a remo da ponta d areia ate a ilha do viana. Pescava cocoroca e carapicu na ponte do loyde e do wilson, bricava carnaval na banda portuguesa, estudei no portugal pequeno e depois raul vidal, comprava pao na padaria do eilson ao lado da banda. Pegava agua na fabrica de gelo, perto da escada larga. 1964. Tempo bom

  2. Vivi ali meus melhores anos de minha infância na década de 50.Era a como uma própria aldeia portugusa.Ali , aos fins de semana, os botequins,repletos de portugueses só se cantavam fados e dançavam sob sons de músicas de aldeias, nas festas religiosas não faltavam os leilões de broas e vinhos,os sapatos usuais somente tamancos, todos os eventos de origem portuguesa eram entusiasticamente comemorados .Muitas saudades

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