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Novos gestores do Huap continuarão com pronto-socorro fechado

Escrito por Gilson Monteiro às 16:44 do dia 17 de março de 2016
Sobre: Saúde terceirizada
17mar

photo_912566502156482A mudança de gestão do Antonio Pedro (Huap) para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) não precisaria acontecer se a Universidade Federal Fluminense (UFF) tivesse tido capacidade de gerir o principal hospital-escola público da cidade.

A Ebserh vai passar a receber os mesmos recursos federais (via ministérios da Educação e da Saúde; do SUS e até de convênio com a prefeitura de Niterói) para fazer o Huap reabrir leitos fechados há anos; contratar pessoal e ampliar o atendimento médico à população, conjugado com o ensino da Medicina, este por conta da UFF. Faltou, porém, nesta contratação da Ebserh a inclusão de uma cláusula para garantir a reabertura do pronto-socorro.

O Conselho Universitário se reuniu fora da UFF, amparado em medida judicial alegando precisar de segurança  já que outras reuniões  foram marcadas por fortes protestos de estudantes, médicos e funcionários do Huap. Mesmo tendo sido o conclave realizado em sala da Imprensa Oficial, pouco adiantou a troca de endereço, porque para lá foram os manifestantes.

Em meio à crise econômica, e agora, ainda por cima, institucional, quando muita gente perde o plano de saúde com o desemprego crescente, a saúde pública precisa funcionar bem e melhor. O  Huap tem sua origem em um convênio da prefeitura de Niterói com a Universidade. É próprio municipal, mas há mais de quatro anos deixou de receber doentes que espontaneamente batiam à sua porta. A direção do hospital alegava falta de recursos e que somente atenderia casos referenciados.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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