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Niterói adia escolha de organização social para gerir emergência

Escrito por Gilson Monteiro às 16:13 do dia 7 de março de 2016
Sobre: Saúde terceirizada
07mar

mariomonteiro4Pela segunda vez a prefeitura de Niterói adiou a seleção da organização social a qual pretende entregar a gestão da Unidade de Urgência Mário Monteiro, em Piratininga. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) alega que há “necessidade de retificação de pontos essenciais do Edital de Seleção Pública nº 001/2016 relacionados à formulação das propostas”.

O edital que escolheria nesta segunda-feira (7/03) a segunda organização social a gerir unidades de saúde em Niterói – a primeira é o Instituto Ideias que faz a gestão do Getulinho, um hospital que ainda vai ser reinaugurado – previa o pagamento de R$ 48,9 milhões por 18 meses de contrato.

A FMS não esclarece, no Aviso publicado no Diário Oficial de sexta-feira, se dentre os pontos que vai retificar estaria o valor do contrato ou o prazo de vigência a constar do edital que ela vai republicar “na íntegra, com a reabertura de todos os prazos previstos no instrumento convocatório”.

Durante a campanha em 2012, o prefeito petista Rodrigo Neves disse que não adotaria em Niterói a gestão de hospitais por organizações sociais de saúde. Em menos de um ano depois de eleito, no entanto, ele contratou o Instituto Ideias por R$ 92,6 milhões para administrar o hospital infantil Getúlio Vargas Filho. Demolido em 2013, e o novo prédio do Getulinho ainda não ficou pronto. A organização social Ideias recebeu R$ 92,6 milhões para atender crianças em contêineres. Este contrato venceu em janeiro, mas foi renovado no sábado de carnaval por mais 18 meses, ao custo de R$ 73 milhões.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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