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Fluminensinho nada contra a correnteza que afoga clubes de Niterói

Escrito por Gilson Monteiro às 10:17 do dia 29 de novembro de 2019
Sobre: Capítulo à parte
  • Antônio Copolilo
29nov

Antônio CopoliloSe o diretor da nova novela das nove da Globo, a Amor de Mãe, conhecesse a Ponta D’Areia, aproveitaria muitos espaços ociosos do bairro como a sede do Fluminense de Natação e Regatas – o Fluminensinho -, dando-lhes uma garibada global. As cenas ficariam tão autênticas, como as produzidas no novo Projac.

Instalado há103 anos na esquina das ruas Silva Jardim com Visconde do Rio Branco, o Fluminensinho já teve seus dias de glória, conquistando títulos no esporte náutico, no campeonato carioca. Ao lado dos clubes niteroienses Gragoatá e Regatas Icaraí, o Fluminense fundou a Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro.

Piscina e churrasqueira têm frequência

O centenário clube brilhou também no futebol de salão, no basquetebol e no vôlei. Já teve mais de 500 sócios, quadro social hoje reduzido apenas a 20 pagantes. O número é suficiente apenas para compor a diretoria, presidida por Antônio Copolilo, 79 anos. Ele vai todos os dias ao clube que frequenta desde os cinco anos de idade, chova ou faça sol.

A sede tem um ginásio coberto, duas piscinas, bar, banheiros, mas não tem sala para reunião da diretoria. Os troféus e medalhas do passado ficam guardados num quarto.

A receita é tão pequena, que não dá para ter empregados. Dois rapazes cuidam da piscina e da faxina, em dois dias da semana.

No verão, tem movimento quando os moradores do bairro frequentam a piscina, mediante o pagamento de uma taxa simbólica.

No restante do ano acontecem alguns churrascos em fins de semana, que dão alguma receita ao bar.

Toninho, como é conhecido o presidente, é um heróico resistente, que luta para não quer deixar desaparecer a sua história e a de seu clube do coração.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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