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Doutor Pantaleão, um obstetra ao piano, traz vida com sua música alentadora

Escrito por Gilson Monteiro às 17:01 do dia 29 de maio de 2020
Sobre: Mãos divinas
29maio

Pantaleão ao pianoAs habilidosas mãos do médico Antônio Carlos Pantaleão, que já trouxeram ao mundo centenas de crianças, agora se movimentam nos teclados. Em tempo de isolamento a música tem trazido alegria para muita gente (veja o vídeo)

Logo pela manhã ele se senta ao piano, grava a apresentação pelo celular e envia pelo WhatsApp para os filhos, netos, parentes e amigos. Um carinho especial que o doutor Pantaleão envia aos familiares que, também compartilham com outros amigos numa corrente de esperança pelo fim da quarentena e da pandemia do Covid-19

Pantaleão acaba de completar 80 anos. Não teve uma grande festa como merecia, mas recebeu beijos e abraços da mulher Bebel. Ele aprendeu a tocar piano aos 10 anos, com a professora Maria José Miranda, no Ingá.

Sua paixão pela música é tão grande, que já gravou seis CDS: “Meu coração não sei por que”, “Românticos”, “Bons tempos”, “Esqueci no piano”, “7.0”(quando fez 70 anos) e “Você e Eu”, este último com Marvio Ciribeli.

Falar na família Pantaleão vem logo na lembrança a tradição dela em ginecologia e obstetrícia, a começar pelo pai, o mestre José, e os filhos, professores Antônio Carlos e José Augusto.

A medicina continua correndo no sangue Pantaleão, com os netos cirurgiões Antônio Carlos Júnior, José Luiz, André, Thiago e dois bisnetos cursando a faculdade, Ian e João Francisco.

Seu pai, José Pereira Pantaleão, veio de Caçapava, São Paulo, para estudar medicina em Niterói, de onde nunca mais saiu. Aqui se formou e foi catedrático da especialidade no curso de Medicina da Universidade Federal Fluminense.

Antônio Carlos e as irmãs Ângela e Lúcia, duas conhecidas professoras, nasceram pelas mãos de uma parteira na casa da Rua Nilo Peçanha, no Ingá. Ele começou sua atividade médica precocemente, em dezembro de 1961, quando cursava o terceiro ano de Medicina. Foi voluntário no socorro às vítimas do incêndio do Gran Circus Norte-americano.

Ele e o irmão José Augusto se apresentaram para apoiar o esquema de socorro emergencial comandado por Ivo Pitanguy, no Antônio Pedro. O hospital municipal estava em greve, mas foi reaberto para enfrentar a maior tragédia já ocorrida em Niterói. Mais tarde, foi cedido pela prefeitura para o governo federal.

Como professor da UFF, Pantaleão formou uma geração de profissionais na especialização que cuida da mulher. Por décadas, o pai e dois filhos tinham o nome Pantaleão lembrado quando se falava em gravidez ou parto em Niterói. A família era logo lembrada pelo conceito e respeitabilidade.

Fácil também achar uma criança que nasceu com eles, o difícil era saber se com José, Antônio Carlos ou José Augusto, porque às vezes entravam em campo cirúrgico os três, dois ou um.

Essa família de médicos, faz parte da história da vida de Niterói.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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4 thoughts on “Doutor Pantaleão, um obstetra ao piano, traz vida com sua música alentadora

  1. Bela Homenagem a familia Pantaleao através do Pianista. ,Compositor e obstetra da Equipe do Pai que foi o maior da Historia Fluminense . Os dois Medicos , parceiros e filhos seguiram na mesma linha de excelencia Medica do
    Pai . O Estado do Rio deve muito a essa equipe de Medicos . A Camara Municipal de Niteroi deve o titulo de Cidadao Niteroiense a Esse Grande Medico ( após a Morte )
    Parabens Gilson Monteiro

  2. Convivi com Antonio Carlos e José Augusto durante sete anos no Salesiano , José Augusto na mesma turma. Anos mais tarde ,visitando Universidades estrangeiras ,passei a levar o CD Meu Coração Não Sei Porque ,do Antonio Carlos, para presentear os Reitores que me recebiam.
    Presente de bom gosto e muito apreciado pela interpretação e pelo repertório ,onde predominavam músicas brasileiras

  3. Tenho 2 CDS dele e gosto muito de ouvir quando quero paz e preciso relaxar. Meus filhos vieram ao mundo pelas mãos do competente e saudoso pai, Dr. José, de quem fui paciente até se aposentar. Sou amiga de Ângela desde garota e nossos filhos foram colegas de turma no ABEL. Recomendações à família.
    Fátima Graff

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