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Waldemar Zveiter: Uma vida dedicada à Justiça e à Maçonaria

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O ministro Waldemar Zveiter na inauguração da Biblioteca que leva o seu nome na OAB/RJ

O mundo jurídico e maçônico perdeu hoje uma de suas grandes figuras, com a morte do ministro aposentado do STJ Waldemar Zveiter aos 92 anos. Ele começou a carreira advocatícia em Niterói, onde morou a maior parte da vida. Será sepultado amanhã, domingo (4), no Cemitério Israelita do Caju, no Rio, com velório às 12h e sepultamento às 13h.

Foi presidente da OAB do Estado do Rio de Janeiro, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e ministro do Superior Tribunal de Justiça, onde inúmeras de suas decisões, sempre bem fundamentadas, viraram acórdãos e jurisprudências.

Uma vida inteira de amor e dedicação à Maçonaria, era considerado eterno Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro, que lamentou em nota a enorme perda e anunciou “uma homenagem futura a esse grande líder que trabalhou incansavelmente para o fortalecimento de nossa e propagação e de nossos princípios”.

Mineiro, Waldemar Zveiter, chegou a ex-capital fluminense para estudar e foi trabalhar como vendedor de uma loja de móveis no Barreto. Inteligente, simpático e persistente, concluiu o curso em 1957 na Faculdade de Direito de Niterói, incorporada à UFF. Montou seu escritório na Avenida Amaral Peixoto, convidando jovens estudantes para trabalhar ao seu lado. Assim formou gerações de bons advogados até deixar a advocacia e tomar posse como desembargador, em 1983.

Orador primoroso e escritor talentoso é autor de vários livros sobre Direito, Maçonaria e poesia, que podem ser encontrados na Biblioteca da OAB do Rio de Janeiro, que leva seu nome.

Casado com a niteroiense Cecília, já falecida, teve dois filhos que seguiram sua carreira: o desembargador Luiz Zveiter, que foi corregedor Geral e presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, sendo hoje o decano do Órgão Especial, além de ter presidido o TRE-RJ; e Sérgio Zveiter, ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro, secretário de Justiça e deputado federal por dois mandatos.

Que Waldemar Zveiter, por seus exemplos de vida, receba as justas e merecidas homenagens e o descanso eterno.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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