Acordamos neste domingo pensando no jogo do Brasil com a Noruega e em como acreditamos que a esperança desta seleção recai nos pés do gonçalense Vini Jr. Então, vem à cabeça que, por toda a vida, sempre tivemos ao nosso lado a figura de um vizinho territorial ajudando a tocar o barco da vida.
Acontece comigo e com muita gente: é a mão de obra do povo gonçalense que sempre abasteceu nossas casas com pessoas da melhor qualidade e confiança. Esse pessoal qualificado exerce também as mais variadas atividades nos diversos setores do comércio, da indústria, das profissões liberais, além das áreas de saúde e educação de Niterói.
Aproveitando a euforia da Copa, vou abrir o jogo: sempre tive uma profunda admiração por São Gonçalo e seu povo. Na juventude, sentia-me bem frequentando os clubes Vila Lage, Mauá e Tamoio.
Passei a cobrir jornalisticamente São Gonçalo nas duas últimas gestões do ex-prefeito Joaquim Lavoura, administrador que fez história na cidade, subindo nas máquinas durante as obras realizadas pelos bairros. Depois, mantive uma amizade próxima com os ex-prefeitos Osmar Leitão, João Bravo, Jaime Campos, Édson Ezequiel, Graça Matos, José Luiz Nanci e, deixei por último, Jeremias de Matos Fontes, que mais tarde foi governador. Um homem bom, sério, meu amigo, e que deixou saudades.
Na imprensa, tive e tenho companheiros-irmãos como Rogério Coelho Neto, Paulo Roberto Araújo, Jorge Nunes e Rujani Martins, homens de corpo e alma dedicados, 24 horas por dia, amando São Gonçalo, sem nunca querer nada em troca.
Não posso esquecer os méritos da professora Marlene Salgado de Oliveira, que fundou o Colégio Dom Helder Câmara e, mais tarde, a Universidade Salgado de Oliveira, hoje dirigida por seus filhos e meus amigos Wellington, Wallace e Jeferson.
Outros dois personagens da terra também precisam ser lembrados: os amigos Zizinho, que Pelé considerava o maior craque que tinha visto jogar, e Altay Veloso, que até hoje encanta com sua voz melodiosa.
O que o futebol faz! Fez aflorar até minha memória já falha para lembrar dos nossos vizinhos de cidade. Por serem tão próximos, muitas vezes acabam esquecidos em sua importância e nos relevantes serviços que prestam para o desenvolvimento da terra de Arariboia.
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