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Vídeo viral mostra jiboia passeando em praia de Niterói e assusta banhistas

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Vídeo mostra jiboia serpenteando pelo calçadão da Praia de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói / Redes sociais

O paraíso dos surfistas e das ondas gigantes ganhou uma nova atração: cobras circulando livremente na praia de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói. Esta semana, uma jiboia virou celebridade local ao passar três dias pendurada numa pequena árvore da restinga, bem ao lado do tradicional Quiosque Corona. O que era apenas uma curiosidade virou alvoroço quando a serpente resolveu esticar o corpo pela calçada da praia, assustando banhistas e moradores.

O vídeo do passeio da cobra viralizou nas redes sociais, mostrando o momento em que a jiboia desliza tranquilamente pela calçada da praia entre os curiosos, que mantêm distância respeitosa. Diante da movimentação, o INEA foi acionado e decidiu transferi-la para uma área mais ampla da Serra da Tiririca — embora os fiscais tenham reforçado que a restinga também é seu habitat natural.

Nil Vieira, dono do movimentado quiosque Corona, que funciona há 35 anos próximo do Costão, parece ser cobra criada, pois diz já estar acostumado com essas visitas escamosas. “Essas jiboias vivem na dela, não oferecem perigo”, disse Nil, repetindo o que afirmaram os fiscais do INEA. Para ele, o aparecimento constante de serpentes na restinga é parte do cenário local.

Jiboias evitam humanos

As jiboias são serpentes não peçonhentas, ou seja, não possuem veneno. Elas pertencem à família dos constritores e se alimentam principalmente de pequenos mamíferos, aves e répteis, que capturam por constrição — apertando até a presa parar de respirar. Apesar do tamanho impressionante, que pode ultrapassar os 2,5 metros, são animais tranquilos e costumam evitar contato com humanos.

Na região de Itacoatiara, especialmente na restinga e áreas próximas à Serra da Tiririca, é comum o aparecimento de jiboias, já que esses ambientes oferecem abrigo e alimento. Segundo a Guarda Ambiental e os fiscais do INEA, elas não representam risco aos banhistas, desde que não sejam provocadas ou manipuladas. A recomendação é simples: ao avistar uma serpente, mantenha distância e acione os órgãos ambientais pelo número 153.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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