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Vereadores se ajeitam em novos partidos

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Fechada a “janela eleitoral” que permitiu a políticos trocar de partido sem cometer infidelidade partidária, a distribuição das 21 cadeiras da Câmara de Vereadores de Niterói incluiu quatro siglas: PMB, PSL, PRB e PcdoB, todas de pouca expressão na cidade.

O prefeito ex-petista Rodrigo Neves, que foi para o PV, continua com a base de apoio lhe garantindo 17 votos. A oposição também não se alterou. O PSOL manteve seus três mandatos e o PSDB um.

Até a semana passada, vereadores participavam das sessões plenárias sem parar de fazer contas sobre quantos votos poderiam alcançar, assim como quantos sufrágios os colegas de partido também conquistariam, para estimar as chances de cada um no próximo pleito, rendendo-se todos à ideologia estatística e não a de programas partidários.

Os partidos que dominaram a cena política niteroiense nas últimas décadas, PT e PDT, foram os que sofreram perda maior para disputar a próxima eleição municipal. O PT não conta com Waldeck Carneiro, eleito deputado estadual em 2014. Seu suplente, Vitor Junior, desistiu de tentar a reeleição este ano, restando na bancada Verônica Lima, que retornou ao cargo ao deixar a Secretaria de Assistência Social, e Bira Marques. Leonardo Giordano preferiu pular para o PCdoB.

O PDT, mexido com a saída do ex-secretário estadual de Saúde Felipe Peixoto, ficou só com Renato Cariello. Emanuel Rocha já deixara a legenda trocando-a pelo SDD e Luiz Carlos Gallo, que se elegeu pedetista e mudou para o PROS, na semana passada foi para o PSL. Outra eleita pelo PDT em 2012 foi Tania Rodrigues, que deixou a Câmara em 2015 para assumir uma cadeira na Alerj. O suplente Betinho assumiu e trocou o PDT pelo SDD. Apesar de Peixoto ser candidato a prefeito pelo PSB, nenhum político com mandato lhe acompanhou à nova sigla, deixando o prefeitável sem apoio de uma nominata à vereança com cacife eleitoral.

De resto, o Solidariedade continuou com seus quatro nomes, Paulo Bagueira (presidente do Legislativo), Betinho, Andrigo e Emanuel Rocha. No PMDB permaneceram Beto da Pipa e Rodrigo Farah. No PSOL, Paulo Eduardo Gomes, Renatinho e Henrique Vieira. O PV, novo partido do ex-petista Rodrigo Neves, prosseguiu com Daniel Marques. O PSDB com Bruno Lessa; PRP com Carlos Macedo; PP, Milton Cal; PPS, Paulo Henrique. O PRB ganhou a adesão de José Vicente Filho (ex-PROS) e Priscila Nocetti resolveu trocar o PSD pelo novato Partido da Mulher Brasileira (PMB).

Gilberto Fontes

Repórter do cotidiano iniciou na Tribuna da Imprensa, depois atuou nos jornais O Dia, O Fluminense (onde foi chefe de reportagem e editor), Jornal do Brasil e O Globo (como editor da Rio e dos Jornais de Bairro). É autor do livro “50 anos de vida – Uma história de amor” (sobre a Pestalozzi), além de editar livros de outros autores da cidade.

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