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Toque de recolher para evitar assaltos

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Assustados com o cada vez maior número de assaltos na Boa Viagem — um pacato bairro de Niterói que raramente vê polícia circulando por ali — moradores  colaram cartazes nos postes e na portaria dos prédios sugerindo que os vizinhos “evitem as ruas a partir das 22 horas ou antes”. Há também quem sugira a instalação de sirenes e refletores na portaria dos prédios para serem acionados pelos porteiros ao observarem alguma movimentação suspeita.

Duas mulheres com seus dois filhos pequenos ainda estão em choque depois de sofrerem um assalto na esquina das Ruas Edmundo March com Noronha Santos, na sexta-feira à noite (16/03). Quatro homens armados levaram o carro em que estavam carregando todo o material escolar das crianças que estão em semana de provas no colégio.

No mesmo dia (16/03) cinco estudantes da vizinha Escola de Engenharia e Arquitetura da UFF foram rendidos por dois motoqueiros armados que levaram até os óculos de grau de um deles, além de dinheiro e celulares.

Na esquina da Rua Presidente Domiciano, em frente à uma padaria assaltada duas vezes, um cartaz colado no poste alerta aos moradores que o bairro sofre elevados índices de assaltos e sugere que evitem sair às ruas à noite.

Sirenes e refletores

No sábado, a Associação de Moradores da Boa Viagem voltou a se reunir para deliberar sobre que providências tomar diante da falta de segurança no bairro. Dentre as sugestões que demonstram o desespero dos moradores estavam as de instalar sirenes nos prédios, a serem acionadas por porteiros na ocorrência de casos suspeitos; instalação de refletores nas ruas; manutenção de um sistema de monitoramento por câmeras, e contratação de seguranças particulares para, inicialmente, vigiarem as ruas Antonio Parreiras, Edmundo March e Presidente Domiciano, ao custo de R$ 27,00 cobrado de cada casa e apartamento.

Segundo a ata da reunião da associação de moradores, muitos deixaram de pagar a mensalidade para manter a empresa que opera as câmeras instaladas no bairro e apela para que voltem a contribuir. No  documento não é feita nenhuma cobrança às autoridades de segurança pública para que o bairro seja mais policiado. 

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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