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Sogro do ministro das Comunicações já foi camelô na Praça Arariboia, em Niterói

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Há sempre uma ligação de Niterói com o que acontece no Brasil, como a nomeação do novo ministro das Comunicações, deputado federal Fábio Faria. Ele é genro de Silvio Santos, que começou sua carreira como camelô na Praça Arariboia.

O titular de uma das pastas mais importantes do país, natural de Natal (RN), formado em administração de empresas, não é profissional de Comunicação, mas deve ter aprendido sobre o mundo da comunicação pela convivência com o sogro, no ambiente familiar.

Senor Abravanel, o nome na certidão de Silvio Santos, nasceu na Lapa, Centro do Rio, há quase 90 anos. É filho de um casal de imigrantes gregos. Aos 20 anos, diariamente cruzava a Baía de Guanabara vendendo na barca porta-documentos de plástico e canetas.  Numa dessas travessias bolou montar um serviço de alto-falante nas barcas. Entre uma música e outra, anunciava um produto.

Fez tanto sucesso que algumas embarcações passaram a contar com bar e um bingo. Ao comprar o refrigerante, o passageiro ganhava uma cartela de bingo para concorrer a prêmio, como jarros e quadros.

Silvio Santos conheceu em Niterói outra grande figura importante do rádio e da TV, o niteroiense Manoel da Nobrega, humorista consagrado pelo seu programa “A Praça é nossa”.

O até então camelô se formou em contabilidade, mas preferindo a carreira artística conseguiu uma vaga na Rádio Nacional,

Reencontrou Manoel da Nóbrega em dificuldades para administrar uma empresa que vendia brinquedos a prazo, para serem entregues na época de Natal aos clientes que pagavam as prestações ao longo do ano.

Nóbrega tinha vendido muitos carnês, mas não tinha como entregar as mercadorias. Pediu a ajuda de Silvio para resolver a situação. O apresentador viu no Baú da Felicidade uma grande oportunidade de assumir o controle total da empresa. Era o início do que, em 1962, viria a se tornar o conglomerado Silvio Santos.

Ele já figurou na lista de celebridades brasileiras da Revista Forbes, com um patrimônio líquido de 1,3 bilhão de dólares.

Silvio Santos, vem aí, lá, lá, lá, lá, lá, lá.

É melhor não vir, porque vai encontrar o centro de Niterói abandonado, degradado, aguardando a tal revitalização que nunca chega.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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