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Síndicos denunciam aumento da criminalidade no Ingá e Boa Viagem

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Câmeras dos prédios flagram o furto de alumínio e cabos nas ruas despoliciadas do Ingá e da Boa Viagem / Reprodução da internet

O crescimento dos casos de assaltos e furtos nos bairros do Ingá e Boa Viagem, na Zona Sul de Niterói, tem gerado preocupação entre síndicos e moradores. A falta de policiamento na região estaria contribuindo para a sensação de insegurança, especialmente durante a noite.

Os relatos indicam que criminosos, antes atuando em dupla em uma motocicleta, agora utilizam duas motos, com quatro assaltantes. Em um desses ataques, houve uma tentativa de estupro. A Rua Paulo Alves, por ser bastante movimentada, concentra o maior número de ocorrências, principalmente no período noturno.

Os furtos, por sua vez, são frequentemente praticados por pessoas em situação de rua, conforme registrado pelas câmeras de segurança dos prédios. Segundo os síndicos, muitos desses indivíduos são levados a abrigos da Prefeitura, mas acabam circulando pelas ruas do Ingá e Boa Viagem durante o dia, pedindo dinheiro e, em alguns casos, furtando hidrantes, calhas de alumínio e cabos de internet.

Além disso, há registros de furtos em bancas de jornal e quiosques, como o Cheiro de Mar, alvo de criminosos na semana passada. Uma moradora que teve o celular roubado chegou a localizá-lo sendo vendido em um camelô no Centro. Ela registrou um boletim de ocorrência na 76ª DP, mas a polícia não correu atrás.

Outro problema destacado pelos moradores é a ausência de iluminação pública em diversas ruas há mais de um mês, o que facilita a ação dos criminosos. Os síndicos também relatam que as viaturas policiais circulam apenas nas ruas mais movimentadas durante o dia, ficando ausentes no período noturno.

Apesar das queixas sobre a segurança na cidade, a Prefeitura de Niterói prevê investir R$ 15 milhões em 2025 para remunerar 170 policiais militares de folga por mês, por meio do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Atualmente, o efetivo do 12º Batalhão conta com 150 agentes por dia. Também há 300 vagas mensais destinadas a policiais civis que atuam em Niterói durante o período de folga pelo Regime Adicional de Serviço (RAS). Ainda assim, moradores questionam a efetividade desses investimentos e cobram uma resposta das autoridades.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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