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Salvador Borges Filho: Um legado de dedicação e humanismo na Cardiologia

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Salvador Borges trouxe de São Fidélis uma simpatia cativante e se tornou em Niterói um verdadeiro sacerdote da medicina

Ele veio ao mundo para salvar vidas desde que, há 70 anos, se formou na primeira turma de pós-graduação em Cardiologia da Faculdade de Medicina da UFF. Salvador Borges Filho, aos 94 anos, faleceu ontem à noite (16) na emergência do CHN e será velado no sábado (21), das 10h às 12h, na capela 3 do Cemitério Parque da Colina.

Vindo ainda jovem de São Fidélis e trazendo consigo uma simpatia cativante e voz pausada, doutor Salvador dedicou-se como um verdadeiro sacerdote à medicina, cuidando de milhares de corações com competência e devotamento.

Pioneiro no cateterismo no Estado do Rio de Janeiro, implantou os Serviços de Hemodinâmica e Angiocardiografia nos hospitais Universitário Antônio Pedro, Santa Cruz e Procordis, este último fundado juntamente com um grupo de colegas.

Catedrático da Universidade Federal Fluminense, Salvador formou gerações de cardiologistas que hoje atuam em todo o Brasil e no exterior.

Seu filho, Salvador Borges Neto, cardiologista há mais de trinta anos, radicado e conceituado nos Estados Unidos, é doutor em medicina nuclear.

Salvador presidiu a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, escreveu diversos livros e sempre defendeu que a prevenção é o melhor caminho para o corpo humano. Repetia, incansavelmente, que os governos deveriam promover campanhas preventivas, pois, além de salvarem vidas, reduziriam o gasto de recursos públicos com tratamentos e stents.

Há 34 anos, criou a SeaCor junto a Luiz Carlos Pacheco, que dirige a Clínica Cardiológica, nascida com um jeito diferente de cuidar: valorizando a prevenção, a qualidade e a dignidade do paciente.

O queridíssimo amigo Salvador Borges Filho foi um grande exemplo para a carreira de Hipócrates, a ser seguido por todos os doutores.

E assim, Salvador cumpriu sua missão; semeou esperança e ciência onde passava, guiando mãos e corações. Hoje, repousa em paz, mas sua obra ecoa, pulsando no peito de cada vida que tocou. Se o tempo é breve, o legado é eterno — e o coração da medicina segue batendo, inspirado pelo compasso do seu exemplo.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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