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Educação

Salgadinho e refrigerante vão virar patrimônio cultural de Niterói

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O italiano e o Mineirinho, dois sabores peculiares de Niterói

Estão tramitando na Câmara os projetos de Lei 124/2022, do vereador Jhonatan Anjos, e o 158/2022, do vereador  Marcos Sabino. O primeiro reconhece o salgadinho italiano e o segundo o refrigerante Mineirinho como patrimônio cultural imaterial de Niterói.

É difícil achar quem ainda não tenha provado o italiano do Ponto Jovem, que o imbatível Jeronimo Alves de Souza, 90 anos, vem desde 1975 servindo a várias gerações na Rua Miguel de Frias 3, em frente à Reitoria da UFF.

O tradicional Italiano chamado pelo carioca de joelho, é um enroladinho de massa com queijo e presunto que pode vir com ou sem cebola, existindo ainda uma variedade de tipos de recheios.

O refrigerante Mineirinho, por sua vez, é outro patrimônio que os niteroienses receberam de braços e bocas abertas, desde que sua fábrica veio de Ubá, Minas Gerais, para se instalar no bairro São Lourenco e dali depois se mudar para São Gonçalo

Os ingredientes principais desse refrigerante peculiar são os extratos da planta chapéu de couro misturada à fruta do guaranazeiro, tendo a bebida, por isso, recomendação de uso moderado feita por alguns médicos, para evitar problemas gástricos.

Lembro de outros quitutes e bebidas que, se os pontos comerciais onde eram preparados e vendidos não tivessem fechado, também mereceriam títulos e lugar de destaque em nossa cidade, dentre eles a coalhada da Leiteria Brasil; o filé a Oswaldo Aranha do Restaurante Monteiro; a bisnaga sempre quentinha levada para casa pelo passageiro que chegava de barca; a batida de limão do Bar Orquídea, para os apreciadores da cachaça; o filé ao Conde Nasser do Steack Rouse, preferido pelos boêmios; o hidrolitol da Hidrovita para refrescar nos dias de calor; o salgadinho da Sportiva, enquanto se aguardava o ônibus; o pastel da Imbuy e a distração com a réplica das lanchas circulando na parede. Uma raridade o testículo de boi à milanesa do Bar Municipal; a pizza com molho sugo da Gruta de Capri no jantar; e o cafezinho em pé com bate papo dos Cafés Santa Cruz e Sul América.

Essas receitas que tinham um toque todo especial, como as da vovó que não tiveram outras mãos habilidosas para dar continuidade, deixam todo mundo até hoje com água na boca.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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Gilson Monteiro

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