Já a decisão sobre se a Justiça aceita ou não a denúncia do MP contra o prefeito afastado ainda vai ter que esperar trinta dias. O relator Luiz Noronha Dantas e os desembargadores José Muinos Pineiro Filho e Fernando de Almeida votaram pela aceitação da denúncia, mas Paulo Baldez, Marcelo Castro e o presidente Cairo Ítalo pediram vistas ao processo e Luciano Barreto votou em parte, rejeitando a acusação de associação criminosa.
Além de Rodrigo, vão deixar a prisão preventiva os demais acusados de participar de organização criminosa. São eles o ex-secretário de Obras de Niterói Domício Mascarenhas (apontado como operador do esquema) e os empresários João Carlos Felix Teixeira, do consórcio de ônibus Transoceânico; e João dos Anjos Silva Soares, do Transnit. Todos estão proibidos de deixar o município por mais de uma semana, e ficarão com os passaportes retidos, sendo proibidos de viajar para fora do Estado ou do país, bem como fazer contato entre si e as testemunhas.
Para o advogado Técio Lins e Silva, que defende Rodrigo Neves, “o prefeito eleito por mais de 60% dos votos de Niterói”, se continuasse preso estaria tendo seu mandato cassado “porque em menos de dois anos (tempo que resta de mandato) este processo dificilmente será julgado”.
O auditório do 3° Grupo de Câmaras Criminais estava lotado por secretários municipais de Niterói, entre eles Axel Grael, Maria Célia e Dayse Monassa, além da mulher de Rodrigo Neves, Fernanda Sixel; e de Miguel Vitoriano, presidente do PDT de Niterói. Nenhum vereador dos que integravam a base de sustentação do prefeito preso compareceu à audiência.
O promotor Ricardo Martins, representando o Ministério Público, defendeu a licitude da delação premiada feita por Marcelo Traça, ex-dirigente da Fetranspor, contra Rodrigo Neves, além de dizer que a acusação estava “fartamente documentada” demonstrando a “estrutura corrupta” da organização criminosa desmascarada pela Operação Alameda, do MP em conjunto com a Polícia Civil.
Disse o promotor que Traça “exportou para Niterói todo o esquema criminoso” que já existia no Rio entre a Fetranspor e o ex-governador Sergio Cabral, “que fazia com que as passagens de ônibus ficassem mais caras”. Segundo o MP, o esquema movimentou cerca de R$ 10,9 milhões em propinas pagas pelos empresários de ônibus ao prefeito e seu secretário.
– É esse esquema lamentável de corrupção monstruoso, com o comando de Jacob Barata na presidência da Fetranspor e Marcelo Traça na vice, que foi reproduzido na cidade de Niterói. Foi uma surpresa ver que esse esquema criminoso de Cabral se repete em Niterói, mas que a população pobre paga passagem cara e sofre. A gente pensava que era só no Rio, mas verificamos que se repete em Niterói – disse o promotor defendendo a aceitação da denúncia contra Rodrigo Neves pelos desembargadores do 3° Grupo de Câmaras Criminais.
Martins relatou aos desembargadores que as provas do esquema criminoso em que está envolvido Rodrigo Neves “foram conseguidas antes da delação” de Traça.
– O senhor Domício (Mascarenhas), a mando de Rodrigo ia buscar as mochilas de dinheiro nos mais diversos lugares, valores que representavam 20 por cento do que era repassado para o prefeito, no valor de cerca de R$ 10,9 milhões – disse o promotor.
Lembrou também o promotor que o publicitário Renato Pereira, da agência Prole, contratada por R$ 15 milhões anuais pela prefeitura de Niterói, “tinha o mesmo sistema corrupto dentro da área de comunicação social e de marketing”, até quando o marqueteiro se negou a “buscar dinheiro de propina junto à Fetranspor”.
Para o advogado Técio Lins e Silva, que defende Rodrigo Neves, “o MP levou sete meses investigando para parir um rato. Para trazer um rato, para trazer a palavra de um delator arrependido”, afirmou sobre delação premiada feita por Marcelo Traça. Em defesa do cliente, disse que este está com o nome sujo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) por uma dívida de R$ 12 mil no cartão de crédito e que nem o acusado ou seus filhos possuem carro.
Também participaram da audiência os advogados João Mestieri, que defende João da Ingá; Paulo Ramalho, patrono de Domício Mascarenhas; e Claudio Figueiredo Costa, de João Carlos Teixeira.
Niterói D'Or começou como uma clínica de cirurgia plástica até se transformar em um hospital…
Carmine prepara a autêntica comida da mamma desde que chegou da Itália Os clientes se…
O niteroiense Comte Bittencourt possui longa trajetória política, já tendo comandado partidos em nível estadual…
Nas bodas de diamante do Antonio Pedro, Niterói lembra da fase áurea do hospital, símbolo…
Gérson Nunes: Craque, líder e inspiração para gerações por seus passes perfeitos e seu caráter…
Beneficiários da Unimed Ferj precisam trocar suas carteiras pelas da Unimed local / Divulgação A…