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Relógio parado na torre da Reitoria, em Icaraí, marca a estagnação da UFF

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O tempo parou na Universidade Federal Fluminense (UFF). O relógio do prédio da reitoria, em Icaraí, marca 14h55m há mais de dois meses. A UFF, que abriga a inteligência de Niterói, apesar de contar com um orçamento anual de quase R$ 2 bilhões, vive na mais completa estagnação. O campus está imundo, tomado por lixo e capim.

O prédio histórico da Rua Miguel de Frias 9, que abriga a Reitoria da UFF em Icaraí, foi tombado como patrimônio cultural de Niterói através da Lei municipal 1.333/94.

Longe de seus dias de glamour, quando abrigava o Hotel Cassino Icarahy, o prédio da Reitoria se encontra sem conservação, mais parecendo um cortiço, com as varandas da fachada em péssimo estado, além do relógio da torre estar quebrado.

Niterói perdeu seu pronto-socorro

A UFF tem 55 mil alunos matriculados na graduação e cerca de 10 mil em cursos de pós. Já recebeu emendas parlamentares de, aproximadamente R$ 30 milhões, e também tem receita própria proveniente de cursos pagos (MBA) e de projetos com a Petrobras e outras empresas, no valor de R$ 20 milhões.

No Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), de braços abertos para os pacientes somente Hipócrates, o pai da Medicina, esculpido na fachada. O Huap deveria ser o pronto-socorro de Niterói, como previa a prefeitura ao ceder o espaço para a UFF há 55 anos, através da Lei número 05/1964. Mas há cinco anos o Huap passou a atender apenas casos referenciados e de alta complexidade. Ainda assim, nem essa emergência seletiva se encontra funcionando em plena capacidade o tempo todo. Este ano, o Huap foi notificado pelo Cremerj por irregularidades no atendimento.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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