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Relatório da Alerj aponta que Niterói não está protegida contra chuvas

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Em dias de temporal, moradores de áreas de risco são alertados por sirenes para deixar suas casas

Niterói não está protegida contra os riscos e prejuízos causados pelas chuvas. Relatório da Frente da Alerj de Prevenção de Tragédias Naturais, divulgado esta semana, revela que o município não possui um plano de contingência para a gestão de riscos provocados pelas mudanças climáticas.

Ao contrário das vizinhas São Gonçalo, Maricá e Rio de Janeiro, Niterói é uma das 72 cidades do Estado do Rio desprotegidas diante de possíveis desastres naturais, ressalta o documento. No entanto, dentre as centenas de secretarias municipais, a ex-capital fluminense tem há quatro anos uma Secretaria do Clima.

O documento elaborado pela Frente, que é coordenada pelo deputado Yuri Moura (PSOL), revela que apenas 17 dos 92 municípios do estado possuem planos de contingência para o período de chuvas; as demais cidades estão desprotegidas diante de possíveis desastres naturais.

A Secretaria do Clima de Niterói foi criada às vésperas do carnaval de 2021 pelo ex-prefeito Axel Grael. Agora, Rodrigo Neves juntou-a à Defesa Civil e entregou o leme à velejadora e vice-prefeita Isabel Swan, que enfunou a pasta com a nomeação de seis subsecretários, 31 assessores e 41 servidores.

Um dos subsecretários foi designado secretário adjunto para responder por toda a Secretaria do Clima, Defesa Civil e Resiliência (como passou a ser denominada por decreto). A responsabilidade ficou com o coronel bombeiro Walace Medeiros.

Ex-secretário de Defesa Civil, o coronel usava carros de som para alertar moradores de áreas de risco, que já estavam acostumados a ouvir a voz dele, além das sirenes instaladas nos morros: “Atenção, sigam para um lugar seguro!”.

Sirenes nos morros e abrigos para vítimas de tempestades, porém, não são suficientes para mitigar os cada vez mais frequentes desastres naturais. Segundo o deputado Yuri Moura, os planos de contingência são ferramentas indispensáveis para uma resposta coordenada entre autoridades, comunidades e órgãos de defesa civil. “Eles salvam vidas e reduzem danos materiais, além de permitir maior previsibilidade na alocação de recursos públicos”, acrescenta o autor do relatório.

Diante desse cenário, o deputado enviou ofício à Secretaria de Defesa Civil do Estado, solicitando informações e medidas urgentes para que os municípios sem planos de contingência estejam preparados para enfrentar o período de chuvas. Não podemos aceitar que vidas continuem sendo perdidas pela ausência de ações que previnam tragédias anunciadas”, concluiu.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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