Operários da prefeitura já retiraram parte da vegetação e começaram a instalar um tapume do canteiro de obras. Isto acontece a poucos metros de uma placa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) indicando que ali é uma Zona de Amortecimento do Parque da Serra da Tiririca. A placa adverte, ainda, que a área é monitorada por câmeras e que infrações ambientais estão sujeitas à multa.
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— Foi tudo com muito esforço e sacrifício, além do dinheiro empregado. Foram 50 caminhões de areia, com a mesma granulação, e a plantação de mudas da mata da restinga. Não se pode destruir um patrimônio da natureza da noite para o dia. Todo mundo é a favor da colocação de um posto de salvamento, mas num local apropriado – afirma Eugênio Schitine.
CCRON quer saber quem autorizou
O Conselho Comunitário da Região Oceânica (CCRON) também está cobrando o embargo da construção do posto de salva-vidas sobre a vegetação da restinga de Itacoatiara.
Gonzalo Perez, presidente do CCRON, oficiou ao Inea e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente perguntando se esses órgãos autorizaram a obra na restinga. Ele está esperando essa resposta, para, então, também pedir providências do Ministério Público.
— Se algum desses órgãos de proteção ao meio ambiente autorizaram a invasão da restinga, abriram um precedente perigoso. Estariam reconhecendo que a área não é uma restinga protegida, mas, sim, mato apenas. Aí pode tudo. Vão acabar colocando banheiros públicos nesse local que, há anos, vem sendo preservado por um grupo abnegado de moradores da região, verdadeiros protetores da natureza.
A Prefeitura de Niterói iniciou em junho, a construção de seis postos salva-vidas fixos, sendo três na praia de Piratininga, mais um em cada praia de Camboinhas, Itaipu e Itacoatiara.
O posto a ser utilizado pelo Corpo de Bombeiros tem dois pavimentos, divididos em depósito, banheiro e uma sala-observatório. A obra está orçada em R$ 842.089,86 e com previsão de conclusão até o fim do ano.
O Corpo de Bombeiros vinha utilizando, nos últimos dois anos, traileres estacionados nas praias de Itacoatiara, Itaipu, Piratininga e de Itaipuaçu (Maricá). As estruturas serviram como ponto de apoio a guarda-vidas, referência para os banhistas e local para armazenagem de material operacional.
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