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Portugal Pequeno, sua história e sua gente, breve na tela do cinema

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A história da brava gente portuguesa que escolheu a Ponta D’Areia para morar desde o final do século 19, está sendo contada no filme Viagem ao Portugal Pequeno, de Luiz Rosati. Tem 65 minutos de duração e será lançado após a quarentena da pandemia.

Os primeiros emigrantes que chegaram foram empregados na construção naval. Depois, desde o início do século 20, com a crise em Portugal foram vindos outros com vontade de trabalhar e tino comercial. Eram geralmente pequenos produtores do Norte, que optaram em viver em Niterói. Eles abriram pequenos bares, restaurantes, padarias, quitandas e alfaiatarias.

Muitos daqueles negócios já desapareceram, outros poucos ainda resistiram às diversas tempestades econômicas.

Deixam saudades a Alfaiataria Soares, a Padaria Portugal Pequeno, o restaurante Vale do Coimbra e, a mais recente perda, o Salão Tavares, com a morte de uma lenda, Adilson Rosa da Silva.

Resistem bravamente, o Decolores, a antiga Quitanda, que o bisneto transformou na Padaria Jireh, e outros pequenos negócios.

Os portugueses, para manterem a tradição católica, musical e folclórica, além da preocupação com a saúde, construíram a igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, a sede da Banda Portuguesa e o Hospital Santa Cruz, este no Centro.

O filme

O autor do filme Luiz Rosati, levou sete anos para concluir o seu sonho, empregando recursos próprios. Ele morou em Niterói, mas nunca tinha ido à Ponta d’Areia. Depois que mudou para o Rio, toda vez que fazia a travessia pela ponte para Niterói passou a observar a beleza e a tranquilidade do bairro. Um dia resolveu conhecer Portugal Pequeno e passou a saber de sua história através de pesquisas na UFF. Conheceu imagens inéditas, depoimentos comoventes feitos em Portugal e no Brasil com quem viveu ou conhece a história do lugar.

Rosati mostra no filme algumas casas que trazem os traços da arquitetura portuguesa e cenas do sueco Palmeiras Negras, rodado no bairro em 1968.

– O filme resgata aspectos da vida na aldeia portuguesa às vésperas da emigração; documenta e busca recompor a vivência dos anos iniciais na nova terra, a criação da Banda Portuguesa, expressão maior da identidade cultural dos imigrantes, e a formação de um sistema próprio de proteção social para os membros da comunidade e trabalhadores dos estaleiros da região; e a partir da memória de alguns núcleos familiares, tenta captar o que foi a vida cotidiana do lugar, suas festas religiosas, seus bares na beira do cais e suas histórias – conta Rosati.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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