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Ônibus deixam inflação na poeira

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Os concessionários do transporte público em Niterói já estão se movimentando pela aprovação, em janeiro, de um reajuste nas tarifas dos ônibus em um índice que as mantenham como uma das mais altas do país, em relação ao curto percurso das linhas municipais (atualmente R$ 3,90 por trajetos de sete quilômetros de distância, em média). Reclamam prejuízos com elevado preço do combustível e com a queda na demanda de passageiros.

Hoje, essa tarifa deveria ser de R$ 3,62, considerando a variação do IPCA, índice usado como argumento pelo prefeito Rodrigo Neves a cada reajuste nas passagens que ele já decretou desde os R$ 2,75 em julho de 2013. No entanto, os atuais R$ 3,90 estão 42% mais caros do que o valor decretado em no início do primeiro governo de Rodrigo. No período, o IPCA variou 31,6%.

No Rio de Janeiro, em CPI instalada na Câmara de Vereadores carioca, o secretário de Transportes e vice-prefeito Fernando McDowell disse que a tarifa dos ônibus municipais deveria ser de R$ 3,09 e não R$ 3,40, como está concedida hoje pela prefeitura da capital.

Em Niterói, no entanto, nem o prefeito Rodrigo Neves ou a Câmara de Vereadores se manifestam sobre o preço das passagens de ônibus que obrigam trabalhadores a andar a pé pela cidade, como se vê em ruas como a Marquês do Paraná, repleta de gente caminhando do Centro para Icaraí, para não pagar uma tarifa tão cara por um trecho tão curto. O mesmo acontece com moradores do Ingá, Boa Viagem e Ponta D’Areia que têm deixado de andar de ônibus.

Ao assumir a prefeitura em janeiro de 2013, Rodrigo Neves revogou um reajuste concedido pela administração anterior, que previa três tarifas diferentes: R$ 2,75 para os ônibus regulares; R$ 3,30 para veículos com ar condicionado e R$ 3,50 para as linhas da Região Oceânica. Em junho daquele ano, o prefeito unificou o preço das passagens em R$ 2,75 e, desde então, a cada janeiro seguinte aprovou novos reajustes que elevaram em 42% o preço das passagens de ônibus municipais durante suas duas gestões.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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