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Obra para inglês ver e eleitor votar

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O engenheiro Gonzalo Peres, presidente do Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói (CCRON), enumera uma série de erros nas obras da TransOceânica que vêm sendo executadas sem demonstrar algum planejamento, gerando uma insatisfação geral e muitas incertezas dos moradores e comerciantes da área. Para estes, está sendo cumprido apenas um cronograma político, visando às próximas eleições municipais.

Dentre os problemas apontados pelo CCRON, o trecho da Estrada Francisco da Cruz Nunes, entre a Avenida Central, em Itaipu, e Piratininga não será mais em três pistas, assim como o Rio da Vala também não terá sua ponte alargada na altura do Posto Monza. No trecho entre o Engenho do Mato e a Avenida Central, fizeram apenas parte das pistas do BHLS, deixando o trânsito local passando por vias completamente esburacadas.

Criticam ainda moradores e comerciantes que a drenagem da estrada principal da Região Oceânica está sendo feito de forma superficial, quando deveria ser feita uma macrodrenagem que permitisse o escoamento das chuvas para a lagoa.

O bairro de Santo Antonio, que há décadas somente recebe promessas da prefeitura de que vai acabar com as enchentes ali, precisa ser drenado até a altura do Motel Status. Mas em frente a este ponto estão instalando manilhas de apenas 60 centímetros de diâmetro, que não deverão atender ao fluxo pluvial.

— O que vemos é que não existe um projeto definitivo da TransOceânica. O que há são muitas dúvidas. Por exemplo: quem descer do BHLS em Charitas como vai ser transportado até o Centro? O acesso ao túnel no Cafubá tem apenas duas pistas exclusivas para o BHLS e somente uma para os carros. Não há ciclovia nem acostamento para veículos que enguicem ou furem um pneu não atrapalhar o acesso dos demais ao túnel.

Esta semana trinta empresários da Região Oceânica se reuniram com o secretário de Desenvolvimento de Niterói, Joaquim Pinto, para pedir explicações do governo municipal sobre como ficará a Região Oceânica após essa obra que, fora o transtorno que todas elas causam, já deixa no ar muitas dúvidas com relação a sua utilidade para a mobilidade urbana da região.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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